SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
Com o lançamento do disco “Confessions II”, nesta sexta-feira (3), Madonna volta a frustrar expectativas.
Se esperavam dela silêncio e reclusão ao chegar à velhice, a rainha do pop reafirma a sua presença ruidosa e insolente na pista de dança neste trabalho que é uma continuação do aclamado “Confessions on a Dance Floor”, de 2005.
Confira abaixo algumas curiosidades sobre as faixas do disco.
“I Feel So Free”
A faixa de abertura apresenta a ideia central de “Confessions II”. Madonna convida o ouvinte a descobrir o poder libertário da pista de dança, estabelecendo desde o início que o álbum enxerga a música eletrônica como um espaço de liberdade e pertencimento.
“One Step Away”
Madonna rebate a visão de que a música dançante é superficial. Na introdução, define a pista de dança como um espaço ritualístico onde o movimento substitui a linguagem, retomando uma defesa da cultura clubber que faz desde o início da carreira.
“Bring Your Love” (com Sabrina Carpenter)
Primeiro single do disco, a canção reúne Madonna e Sabrina Carpenter, aproximando a cantora de uma nova geração do pop. A participação reforça a proposta do álbum de dialogar com o presente sem abandonar sua identidade.
“Danceteria”
Uma das faixas mais autobiográficas do álbum, faz referência ao lendário clube nova-iorquino onde Madonna deu seus primeiros passos na música. A letra revisita as noites na boate e relembra o momento em que o DJ Mark Kamins tocou “Everybody”, impulsionando sua carreira.
“Read My Lips” (com Feid)
Com participação do colombiano Feid e produção de Tainy, a música incorpora influências da música latina contemporânea. É um dos exemplos de como “Confessions II” busca atualizar sua sonoridade ao lado de artistas em evidência.
“Everything”
Na sétima faixa, Madonna comenta a mudança de hábitos da geração Z, que tem preferido programas em casa à vida noturna. A cantora lamenta esse comportamento e reafirma a importância da pista de dança como espaço de convivência e celebração.
“Love Sensation”
Segundo single do disco lançado por Madonna, que, no mesmo dia em que lançou a música, transformou a Times Square em uma grande pista de dança ao realizar um show relâmpago no local.
“Bizarre” (com Martin Garrix)
A parceria com Martin Garrix aproxima Madonna da cena eletrônica atual. A faixa simboliza o interesse da cantora em combinar sua tradição na música de pista com produtores que representam a nova geração.
Para muita gente, a letra faz referência ao ator Sean Penn, com quem Madonna teve um casamento conflituoso nos anos 1980. Na letra de “Bizarre”, a cantora descreve um homem com características parecidas com as do artista.
“Fragile”
Cantora faz referência a Christopher Ciccone, seu irmão morto em 2024, aos 63 anos. “Nós dividimos um nome, um lar/ Nós dividimos um elo frágil/ Agora você se foi”.
“My Sins Are My Savior”
A participação do cantor belga Stromae acrescenta outro elo entre diferentes épocas da música dançante.
Sua presença reforça o caráter nostálgico do álbum, que revisita nomes marcantes da cultura das pistas ao mesmo tempo em que celebra sua permanência.
“Betrayal”
O luto volta a ser tematizado na música “Betrayal”, na qual a artista fala sobre a morte da madrasta, também ocorrida em 2024.
“The Test”
Madonna fala sobre a relação com a filha mais velha, Lourdes Maria, com quem divide os vocais.
“Estrelinha / Eu tentei te colocar em um pedestal / Você não pediu por todos os holofotes / Não pensei em como isso poderia perturbar”, canta a artista.