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Viva

Desbunde está de volta aos palcos brasilienses

Arquivo Geral

07/04/2016 7h00

Raquel Martins Ribeiro

raquel.martins@jornaldebrasilia.com.br

Com enredo ora trágico, ora escrachado, um grupo de artistas no auge da ditadura militar busca por liberdade sem temer a repressão. Esse é o mote do espetáculo Desbunde – Quanto Mais Purpurina Melhor, que estreou no final de 2014 e retorna agora aos palcos brasilienses em edição especial.

No formato  “peça-festa”, a turma do Desbunde desembarca neste sábado, às 21h30, na Usina Centro de Arte e Entretenimento. “Antes de começar a encenação, a plateia já é recebida por DJs e músicas. É a primeira vez que fazemos algo parecido. Vai ser uma surpresa também ver como as pessoas vão reagir”, explica Abaetê Queiroz, que assina a direção da montagem ao lado da atriz e diretora Juliana Drummond.

O diretor ressalta a boa interação com o público na primeira e receptiva temporada da peça. E agora, afirma, a tendência será aumentar essa participação. “Acredito que o clima da festa deixa as pessoas mais desinibidas para participar”, destaca Queiroz.

A trama se passa numa boate onde uma ator drag queen dos anos 1970 tem lembranças do auge daquele espaço, hoje uma boate fechada. A partir daí, suas memórias fazem a plateia  reviver os desbundes da década. “Eles trazem aquela coisa de  paz e amor. Enquanto uns pegavam armas, eles lutavam com amor. A arma era o sorriso”.

A pista de dança da festa é comandada pelos DJs Marcelo Dal Col, Igor Fearn e Patrícia Egito. A ideia é deixar a Usina no clima “desbunde”, com repertório que mistura faixas dos anos 1970 a músicas contemporâneas. “Vão seguir a linha da trilha do espetáculo, com músicas  dançantes, um clima sem gênero e muito nacional”, conclui o diretor.

Serviço

Desbunde  –  Sábado, às 21h30. Na Usina Centro de Arte e Entretenimento (Setor de Oficinas Norte). Ingressos: R$ 40. Informações: 9105-3286. Não recomendado para menores de 18 anos.

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