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Supercopa do Brasil: Fla é campeão, mas torcida enfrenta velhos problemas

Mesmo com gols de Bruno Henrique, Gabigol e Arrascaeta, torcedores criticaram preço dos ingressos

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Pedro Marra e Petronilo Oliveira
redacao@grupojbr.com

Mesmo com o título do Flamengo por 3 x 0 em cima do Athletico-PR, pela da Supercopa do Brasil 2020, ontem de manhã no Mané Garrincha, teve torcedor que deixou uma corneta sobre a qualidade da água no bebedouro, o alto preço da partida, que não lotou o estádio. Estiveram presentes menos de 50 mil pessoas, mas a expectativa era casa cheia, com 71 mil torcedores. “Ingresso muito caro.

Assim fica difícil encher qualquer estádio. Ainda a água (no bebedouro) estava quente demais. Muita poeira em todos os setores. Pelo preço e por ter privatizado, imaginei que estaria em melhores condições”, disse o Rubro-Negro, Francisco André, de 34 anos.

Dentro de campo, a torcida não pôde reclamar do time principal, em início de temporada. Deu a lógica: com muita intensidade e entrosamento em um domingo inspirado principalmente pelo trio ofensivo formado por Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabigol, o Flamengo venceu o Furacão, em Brasília. Com apenas quatro jogos dos profissionais neste ano, o time carioca já levou o primeiro título de 2020.

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Os dois times chegaram em momentos bem diferentes. O Flamengo segue com Jorge Jesus no comando e só perdeu o zagueiro Pablo Marí, que foi vendido ao Arsenal, da Inglaterra. Já os paranaenses perderam o técnico Tiago Nunes, os atacantes Marcelo Cirino e Marco Rubem, os zagueiro Pedro Henrique e Léo Pereira – vendido justamente ao Flamengo -, meio-campista craque Bruno Guimarães, e teve que se reinventar com o técnico Dorival Júnior em pouco tempo para a decisão.

Os gols foram marcados por Bruno Henrique e Gabigol no primeiro. Na etapa final, o uruguaio Arrascaeta fez o terceiro e a torcida começou a gritar “é campeão”.

Os primeiros minutos foram de pressão do Flamengo, mas o Athletico se defendia bem e tentava contra-atacar com Roni, ótimo jogador, mas fora de forma pois estava afastado por ter sido especulado no Palmeiras e Corinthians. Mas após boa trama pela direita, Gabigol recebeu fora da área e cruzou na medida para Bruno Henrique, rei dos clássicos, abrir o placar de cabeça aos 14 minutos, levando a massa rubro-negro, ao delírio no Mané Garrincha.

Aos 28 veio o segundo gol do Flamengo. Márcio Azevedo tentou recuar de peito para Santos. Gabriel se antecipou, tirou do arqueiro e balançou as redes. Na comemoração, ele pegou cartaz da torcida em que estava escrito “hoje tem gol de Gabigol”. Aos 41, ocorreu a primeira boa chegada do Furacão. Marquinhos Gabriel se livrou de Rodrigo Caio e Gustavo Henrique, e chutou cruzado para bela defesa de Diego Alves.

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O calor fez com que o Flamengo administrasse o segundo tempo do jogo. Aos 29, Nikão driblou Filipe Luís pela direita e tocou rasteiro para o meio da área. Bissoli tentou de letra mas a bola pega em Rodrigo Caio. Em seguida, ele chuta de primeira na sobra, mas a bola bate no travessão de Diego Alves.

Na zona mista, o meia-atacante Nikão, do time paranaense comentou a superioridade do Flamengo e a perda de vários atletas para este ano. “Sobre a saída, vocês têm que perguntar para outras pessoas. Minha função é apenas entrar em campo e fazer o meu melhor”.

Marca histórica  de Gabigol

Um dos destaques da partida, Gabigol deixou o dele em mais uma decisão importante para o Flamengo, mas o 47º gol com a camisa rubro-negra tem grande peso na história do clube. Isso porque ele deixou para trás outro grande ídolo flamenguista, Adriano, que tem 46 gols.

Na coletiva de imprensa pós-jogo, Gabriel comentou o feito, e prometeu melhorar ainda mais a marca. “Muito feliz por passar o Adriano e outros jogadores com tão pouco tempo. Obviamente, não faço os gols sozinho. Meus companheiros e o Mister me dão dicas de posicionamento que fazem meu potencial aumentar. Divido com minha família também. Espero poder passar mais alguns, com todo respeito”, sonha o atacante.

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Antes da partida, o técnico Jorge Jesus reclamou da escolha do horário da partida, às 11h. “É um horário que, em função das temperaturas do Brasil, vai acabar tirando a intensidade do jogo, não tenho dúvida disso. Mas, está marcado para 11h. Eu não sei por que esse horário, mas temos que jogar e assumir a responsabilidade de conquistar esse troféu”, disse o português antes da Supercopa do Brasil.

Saiba Mais 

No primeiro evento esportivo à frente da administração do Mané Garrincha, o diretor-presidente do consórcio Arena BSB, Richard Dubois, diz que o preço dos ingressos é de responsabilidade dos promotores do evento, no caso de ontem, a CBF.

“A gente sempre tem expectativa de casa cheia, e sempre vamos trabalhar para isso. Mas talvez as reclamações sejam por causa do horário, que não era cômodo para o público. Tivemos mais de 1 mil entradas por minuto. Funcionou bem o acesso, e não tivemos brigas”, afirma Dubois.

Segundo Richard, problemas como bebedouros com água quente e banheiros sujos são temporários. “Assumimos a arena há pouco mais de uma semana. A gente não consegue desfazer sete anos de gestão pública em uma semana. A informação que temos é que praticamente todos os bebedouros estavam funcionando. Quanto aos banheiros, a gente fez um esforço grande. O resultado foi muito bom. Seguramente, o consumidor médio que foi ao Mané Garrincha hoje, viu um estádio muito melhor”, relata Richard.

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