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Seleção feminina de vôlei suporta tensão e volta a brigar por medalha nas Olimpíadas

A vitória de virada contra o Comitê Olímpico Russo nesta quarta-feira (4), por 3 sets a 1, levou o time às semifinais

Carlos Petrocilo e Daniel E. de Castro
FolhaPress

Bicampeã olímpica em 2008 e 2012, a seleção brasileira feminina de vôlei brigará novamente por um lugar no pódio nas Olimpíadas.

A vitória de virada contra o Comitê Olímpico Russo nesta quarta-feira (4), por 3 sets a 1, levou o time comandado por José Roberto Guimarães às semifinais do torneio, contra a Coreia do Sul.

Cinco anos depois da queda nas quartas de final da Rio-2016 diante da China, após ter passado invicta pela primeira fase, o confronto desta quarta ameaçou ressuscitar fantasmas, mas por fim evocou uma memória mais feliz para as brasileiras.

Em 2012, nessa mesma fase da competição, a equipe verde-amarela bateu as russas num duelo histórico, após salvar seis match points.

Em Tóquio, não foi preciso chegar a tanto, embora o início do confronto tenha sido tenso para as brasileiras, atrás do marcador durante todo o primeiro set e na maior parte do segundo.

A recuperação ao fim da segunda parcial enfim colocou a equipe verde-amarela no comando da situação, como o histórico da primeira fase indicava que deveria ser.

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O Brasil, é verdade que numa chave considerada mais fraca, chegou ao mata-mata com invencibilidade de cinco vitórias. Já as russas –que em Tóquio atuam sem o nome e a bandeira do país por conta de uma punição por doping– passaram na quarta colocação, com três vitórias e duas derrotas.

Quando as duas seleções se enfrentaram na Liga das Nações, em junho, a vitória brasileira foi obtida por 3 sets a 0, com ampla superioridade.

O torneio feminino tem sido marcado por diversas surpresas: eliminação da atual campeã China na primeira fase, derrota da Turquia para a Coreia do Sul nas quartas de final e um confronto das favoritas Itália e Sérvia já nas quartas, em que as sérvias atropelaram as italianas.

O Brasil precisou fazer um jogo de recuperação para não entrar nas estatísticas das eliminações inesperadas.

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As russas impuseram velocidade desde o começo da partida e abriram uma vantagem de 4 a 0, enquanto as brasileiras cometiam muitos erros. Quando a vantagem chegou a 17 a 13, o técnico José Roberto Guimarães fez a inversão, colocando a levantadora Macris no lugar da oposto Tandara, e Rosamaria, no de Roberta.

Foi o retorno de Macris ao time após dois jogos afastada por uma torção no tornozelo. Houve melhora, mas não suficiente para evitar a largada atrás.

Na segunda parcial, o Brasil conseguiu, pela primeira vez, ter vantagem no placar, 3 a 2, mas logo voltou a sofrer. Uma sequência de erros na recepção e no ataque possibilitou às russas abrirem um preocupante 15 a 9. Zé Roberto colocou Rosamaria no lugar de Tandara. Ao lado da central Carol, ela conduziu o time ao seu melhor momento, o que permitiu a virada e o empate em 1 set a 1.

No terceiro set, o Brasil enfim atuou com o controle do placar e teve paciência para levar a melhor em dois bons ralis.

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Num deles, Gabi salvou com o pé, e Macris arrematou com soco na bola.

A última parcial foi disputada ponto a ponto, com altos e baixos dos dois lados, mas no fim as brasileiras prevaleceram, num ponto com direito a defesa de Brait e contra-ataque de Rosamaria.

Muita comemoração e alívio do lado verde-amarelo. José Roberto Guimarães, técnico tricampeão olímpico, saiu correndo, com os dedos erguidos, exultante em voltar à disputa por uma medalha com a seleção feminina.

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Cerca de 50 pessoas do COB (Comitê Olímpico do Brasil) e da CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) vibraram com o resultado nas arquibancadas, criando um pequeno ambiente de torcida apesar das restrições de público.

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Enquanto isso, o DJ executava “Sinônimos”.

Entre as oito equipes classificadas às quartas de final, apenas Brasil e Comitê Olímpico Russo já conquistaram títulos olímpicos. As brasileiras em Pequim e Londres, e as russas, como União Soviética, nos jogos da Cidade do México-1968, Munique-1972, Moscou-1980 e Seul-1988.

Sobrevivente do duelo de campeões, o Brasil enfrentará a Coreia do Sul na sexta (6), em horário ainda a ser definido: 1h ou 9h (de Brasília). Sérvia, atual vice-campeã olímpica, e EUA, tricampeão da Liga das Nações, fazem o confronto de potências da atualidade na outra semifinal.

As disputas do ouro e do bronze serão realizadas no domingo (8), último dia dos Jogos de Tóquio.






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