Jornal de Brasília

Informação e Opinião

Torcida

Santista Jobson lamenta jogos com portões fechados e aponta clima de ‘velório’

“Acompanhei alguns programas antes do treino falando que abrir estádio dá gasto, e não vai ter torcedor para bancar os funcionários que estão trabalhando”

Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/ Santos FC

O Campeonato Paulista terá neste sábado um clássico sem a presença de público. Por determinação da FPF, a partida entre São Paulo e Santos, agendada para o Morumbi, será realizada com os portões fechados em função da pandemia de coronavírus. O volante Jobson lamentou esse cenário e avaliou que a suspensão das partidas poderia ser a medida a ser adotada pela federação.

“O cancelamento talvez seria o que mais debatemos. Acompanhei alguns programas antes do treino falando que abrir estádio dá gasto, e não vai ter torcedor para bancar os funcionários que estão trabalhando. Paralisação talvez seja o correto, mas não cabe a mim ter de dizer se deve parar ou não”, afirmou.

O Santos foi afetado diretamente por duas decisões diferentes envolvendo a pandemia de coronavírus. Afinal, um dia antes da determinação da FPF de que os jogos na cidade de São Paulo sejam realizados sem a presença de torcedores, o clube viu a Conmebol decidir pelo adiamento dos jogos da Copa Libertadores agendados para a próxima – o time receberia o Olimpia.

“Essa questão do coronavírus pegou todo mundo e não podemos ser os únicos a achar que as coisas estão normais e sob controle. A partir do momento que especialistas, pessoas voltadas para o caso, acham que por enquanto dá para jogar com portões fechados, vamos jogar”, acrescentou Jobson, durante entrevista coletiva concedida no CT Rei Pelé.

Antes do clássico contra o São Paulo, o Santos disputou uma partida com portões fechados, mas por punição imposta pela Conmebol, na última terça-feira, no triunfo por 1 a 0 sobre o Delfín, pela Copa Libertadores. Jobson lamentou o cenário de “velório”, como definiu. “Tudo muda. Os portões fechados dificultam o espetáculo, fica um ambiente de velório ao invés de um clima festivo, onde todo mundo quer ficar diante do torcedor pela festa”, concluiu.

 

Estadão Conteúdo

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE






Você pode gostar