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Elenco do Flamengo tenta livrar Doménec de pressão após início ruim

Ante um treinador que ainda está tateando o terreno, lideranças do grupo têm jogado água na fervura para dar paz e tempo para o novo ciclo

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Leo Burlá
Rio de Janeiro, RJ

São apenas quatro partidas, só uma vitória e muitos questionamentos desde que Domènec Torrent iniciou seu trabalho como técnico do Flamengo. Em menos de um mês no novo clube, o espanhol já sente o tamanho da pressão do cargo e conta com os jogadores como aliados para reverter o quadro.

Ante um treinador que ainda está tateando o terreno, lideranças do grupo têm jogado água na fervura para dar paz e tempo para o novo ciclo. Após o empate por 1 a 1 contra o Grêmio nesta quarta-feira (19), Gabigol, que cumprimentou Domènec após converter o pênalti, foi porta-voz rubro-negro e pediu paciência para que as novas ideias sejam implementadas.

“O Dome tem nosso apoio, nossa confiança. Sabemos que está sendo difícil para ele esse início, mas estamos criando intimidade, uma união. A gente confia muito nele. A gente vem treinando nos jogos e é complicado. Ele teve pouco tempo, mas as coisas vão se acertar”, disse o artilheiro.

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Antes do camisa 9, Filipe Luís já tinha feito uma manifestação pública de apoio. Ao canal SporTV, o lateral frisou as qualidades do comandante e disse que ele tem as características que casam com o jeito de jogar do grupo. O atleta reforçou o compromisso de fazer com que o sucessor de Jorge Jesus tenha sucesso: “Todo mundo vai correr por ele. Este grupo é um grupo de homens. Estamos dispostos a aprender com ele”.

Ainda que tenha assumido um elenco campeão de tudo, Domènec encontrou um cenário atípico causado pela pandemia. Com portões fechados e calendário apertado, não há a atmosfera dos torcedores e tampouco tempo para corrigir falhas e aplicar conceitos. Com intervalos cada vez menores entre os jogos, ele tenta compensar no papo e fazer o Flamengo evoluir. Até aqui, o treinador venceu uma, empatou outra e perdeu duas, um retrospecto abaixo do esperado e que levanta desconfianças.

Depois do empate contra o time gaúcho, Torrent disse que não queria dar desculpas, mas falou repetidas vezes sobre as dificuldades que a falta de tempo livre causa. Duramente criticado por grande parte da torcida por muitas mexidas no time que foi derrotado pelo Atlético-GO por 3 a 0 dias antes, ele agora enfrenta as críticas por não ter usado as cinco mexidas em nenhum dos jogos.

“Acho que não é obrigatório mudar cinco jogadores, especialmente quando estou feliz com os jogadores que estão jogando. Eu estava contente com os zagueiros, com os volantes, queria jogar com dois homens abertos, e jogamos com Vitinho e Bruno Henrique. Claro que posso fazer cinco mudanças, mas muitas vezes você não precisa”, justificou. .

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Para aparar arestas e estreitar os laços, Domènec já até convocou uma reunião a portas fechadas com os atletas. Depois de o time ser massacrado pelo Atlético-GO, o espanhol expôs seus pontos e acolheu opiniões dos atletas. O tom foi ameno, as partes saíram satisfeitas e foi aberto um importante canal para o debate, restando agora resultados mais efetivos.

Com ou sem folga na agenda, fato é que Torrent já tem mais uma parte da maratona do Brasileiro a ser percorrida. No domingo (23), o Flamengo receberá o Botafogo, 11h, no Maracanã. Seja como for, só as vitórias trarão de novo um pouco mais de sossego ao time e a Domènec.

As informações são da FolhaPress




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