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Brasil busca fim de tabus contra a Noruega na Copa

A seleção tenta a primeira vitória sobre os noruegueses e quer encerrar o jejum contra europeus em mata-mata de Mundial

Redação Jornal de Brasília

05/07/2026 10h36

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Foto: LARS BARON / AFP

A seleção brasileira entra em campo neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), contra a Noruega, em Nova Jersey, com dois objetivos além da classificação às quartas de final da Copa do Mundo: conquistar a primeira vitória da história sobre os noruegueses e encerrar o jejum diante de seleções europeias em confrontos eliminatórios de Mundial.

A Noruega é a única seleção, entre as já enfrentadas pelo Brasil, que nunca foi derrotada pela equipe brasileira. Em quatro partidas, foram dois empates e duas vitórias do time nórdico. O primeiro encontro ocorreu em 1988, em Oslo, e terminou empatado em 1 a 1. Depois, em 1997, os noruegueses venceram por 4 a 2. No Mundial de 1998, em Marselha, levaram a melhor por 2 a 1. O duelo mais recente foi em 2006, novamente em Oslo, e terminou em 1 a 1.

Para o lateral Douglas Santos, o histórico negativo pode servir como motivação. Em entrevista coletiva na última sexta-feira (3), ele disse esperar que a equipe consiga “tirar essa escrita” e sair de campo com a vitória.

Vencer a Noruega também significaria voltar a derrotar uma seleção europeia em jogo eliminatório de Copa do Mundo pela primeira vez desde o título de 2002, quando o Brasil superou a Alemanha, em Yokohama, com dois gols de Ronaldo.

Desde então, a seleção acumulou eliminações dolorosas contra adversários europeus. Em 2006, caiu para a França por 1 a 0, nas quartas de final, em Frankfurt. Em 2010, perdeu para a Holanda por 2 a 1, em Port Elizabeth. Em 2014, sofreu a maior goleada de sua história em Copas, ao ser derrotada pela Alemanha por 7 a 1, no Mineirão. Em 2018, foi eliminada pela Bélgica por 2 a 1, em Kazan. Já na Copa anterior, em Doha, o Brasil empatou em 0 a 0 com a Croácia no tempo normal, abriu vantagem na prorrogação com Neymar, mas sofreu o empate de Bruno Petkovic e acabou superado nos pênaltis por 4 a 2.

O atacante Matheus Cunha também falou sobre o peso dessas eliminações recentes. Segundo ele, a discussão entre os jogadores passa menos pelo adversário e mais pela necessidade de não reviver o que aconteceu em Mundiais anteriores. Para o atacante, avançar na competição exige superar esse tipo de dificuldade.

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