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Alegrias e tristezas; disparidade no DF

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Olavo David Neto e Petronilo Oliveira
redacao@grupojbr.com

Sentimentos distintos

Pensando nos Jogos Olímpicos de Tóquio, o domingo (9/2) ficou triste no final da manhã. A seleção brasileira feminina de basquete está fora da competição, algo que não ocorria desde 1992. Mesmo com um técnico excelente, Zé Neto, foram muitas falhas individuais. E se a Confederação Brasileira de Basquete não fizer um trabalho de base muito bem feito, pode ser um caminho sem volta. A derrota de domingo era previsível, pois enfrentou a segunda melhor da modalidade, Austrália. O problema foi ter perdido para a fraca seleção porto-riquenha, logo na abertura do Pré-Olímpico. E a trupe da América Central disputará pela primeira vez uma edição de Jogos Olímpicos.

Já no futebol…

O Brasil precisava vencer para não passar o vexame (por ainda ser chamado de o país do futebol) de ir não para Tóquio. Depois de uma primeira fase perfeita, com 100% de aproveitamento, a equipe de André Jardine teve um comportamento diferente contra Colômbia e Uruguai no quadrangular final e teve pela frente a já classificada Argentina. O treinador parou de inventar moda, botou Reinier, o único da lista que sabe jogar por dentro, voltou com Caio Henrique e o time teve outra postura. Deixou de ser estático e confundiu a cabeça dos hermanos, vencendo por 3 x 0.

Foto: Luisa Gonzalez/Reuters

… Será cedo para chamar de craque?

A Entrelinhas aponta Bruno Guimarães (ex-Athletico e atualmente no Lyon) como o melhor jogador da competição. Ele é volante, o primeiro homem de marcação após a zaga, mas não é (ainda bem, pois temos esperança), aquele típico atleta escalado só pra marcar o dez adversário. Muito pelo contrário, ele tem uma noção de posicionamento incrível, joga de cabeça erguida, lembrando Toninho Cerezo e Falcão em 1982. Lançamentos perfeitos, bons chutes de fora da área, sempre ao lado do excelente Matheus Henrique (Grêmio), dominando o meio-de-campo. Também há de se destacar Matheus Cunha, pouco conhecido no Brasil, mas muito querido na Alemanha. Tem o faro de artilheiro e uma raça incrível, ajuda na marcação o tempo inteiro. Incansável o artilheiro do Pré-Olímpico.

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Disparidade

O Campeonato Candango está parecendo a situação do Brasil. Uma diferença entre ricos e pobres imensa. Toda rodada tem goleada ou goleadas. Na última, o Brasiliense fez 8 x 0, no Ceilandense, com cinco gols de Romarinho; o reserva do Gama, só o goleiro e Tarta de titulares começaram jogando, goleou o Ceilândia por 6 x 0. Assim como o Alviverde, o Real Brasília segue com 100%, ao fazer 4 x 0 no Paranoá. Ambos lideram com uma pequena vantagem para o Gama, que tem melhor saldo de gols (16 x 15). Um mérito do Real é o fato de não ter levado um gol sequer na competição.

Foto: Gabriel L. Mesquita/SE Gama

Mais do mesmo

Todos os clubes grandes do Eixo Rio-São Paulo dizem antes de começar a temporada, que campeonato estadual é para testar, que não vale muita coisa. Mas esse discurso não condiz com a realidade. Após levar 3 x 0 do Fluminense, fora o baile – poderia ter sido muito mais –, Alberto Valentim foi demitido pela direção do Botafogo. Suspeitei desde o princípio. O time de General Severiano não jogará as finais da Taça Guanabara aí a direção tem aquele velho novo discurso de sempre. “Vamos aproveitar, pois quem chegar tem tempo para implementar o seu estilo de jogo”. Não gostamos do trabalho de Valentim, mas pior é quem contrata e ainda, já sem grana, terá que pagar a multa rescisória de R$ 1 milhão. Nem num fim de semana, em que Honda foi recebido com festa pela torcida, o botafoguense tem paz.

Foto: André Durão




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