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O paciente chegou ao consultório com um câncer de fígado, com metástase. Por conta da sua espiritualidade, aferrou-se em orações e outras atitudes positivas. Alguns meses depois, apresentou melhoras. O câncer reduziu-se. O paciente se curou. O caso foi relatado na edição de hoje do JBrSaúde, programa feito em parceria com o grupo Imagem&Credibilidade, apresentado por Estevão Damázio, pelo cardiologista Renault Matos Ribeiro Júnior, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia e diretor médico da Clínica Cardios Vita.

Certamente, a espiritualidade não foi o único fator a produzir a melhora no paciente. Mas a sua atitude positiva, a sua crença, foi importante para alcançar o resultado. Renault é um estudioso da relação que há entre espiritualidade e saúde. Hoje, há já um consenso quanto a essa relação. No caso dos problemas do coração, a Sociedade Brasileira de Cardiologia publicou, há dois anos, diretrizes que apontam como a espiritualidade e os fatores psicossociais atuam positivamente para o controle da pressão arterial, do nível de colesterol e outras questões relativas à saúde cardíaca.
Ao falar sobre espiritualidade, Renault Matos Ribeiro Júnior não fala exatamente em religiosidade. Mas em determinadas atitudes diante da vida que contribuem para reduzir o nível de estresse e de ansiedade nas pessoas, contribuindo, assim, para uma vida mais saudável. “Com certeza, perdão e gratidão controlam a pressão” afirma ele. “Quem é capaz de perdoar é capaz de ser mais grato, e isso gera repercussões positivas no organismo, em especial a pressão arterial”.

“A espiritualidade não vai alterar o seu corpo”, continua Renault. “Fazer crescer um membro amputado. Resolver uma sequela. Mas existem alguns parâmetros onde a melhoria é percebida”, aponta ele.

Segundo ele, quanto maior for o envolvimento da pessoa na busca por ações positivas maior a sensação de bem estar. O resultado que gera, por exemplo, fazer uma doação de caridade é menor do que a sensação quando a pessoa vai até o orfanato ou escola para onde fez a doação, vê de fato os resultados efetivos do seu gesto de caridade. “Quanto maior a participação mais se hipertrofia a espiritualidade. Fazer o bem faz bem para a saúde”.

Em contrapartida, aponta Renault que as atitudes negativas diante da vida atrapalham da mesma forma a saúde. “Rancor, dificuldade de perdoar, amargura, são atitudes que não são saudáveis”, diz ele. Tais pessoas, aponta ele, terão maior dificuldade de aceitar um diagnóstico, a recomendação de um tratamento ou medicação.

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No caso da pandemia da covid-19, o conjunto de situações exige a importância dessa postura. “Além da coronavírus, há um vírus mental também”, diz ele. “O medo excessivo torna o problema maior do que é. Outro problema provocado pela falta de otimismo e espiritualidade é achar que está sozinho diante dos desafios do tempo atual”, continua. “A vacinação vai achatar curvas de infecção, mas não é a única coisa. Precisamos nos fortalecer espiritualmente, nos encher de esperança”, conclui Renault.

O JBrSaúde vai ao ar todas as quintas-feiras no site do Jornal de Brasília.

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Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê, já nos dizia o criador do Visconde de Sabugosa o nosso amado escritor Monteiro Lobato. Formado em psicologia, Guilherme Bretas decidiu em 1998 atuar no mercado editorial. Em 2015 ele fundou a Editora Albatroz por onde já passou a marca de 600 títulos. Começou como uma editora preocupada apenas em editar e publicar, mas a partir de 2019 se tornou uma empresa familiar. A proximidade e interação com muitos autores fez com que criasse nova disposição para explorar o mercado de vendas e hoje o nosso editor da Albatroz enxerga como uma missão, ajudar o autor nessa empreitada.

Segundo dados, o nosso mercado editorial que perdeu cerca de 20% do seu faturamento entre 2006 e 2018 com reflexo no fechamento de diversas livrarias entrando em falência nos últimos anos, o mercado passou dias agonizantes. Para contribuir com esta “agonia”, no fim de julho 2020, o então ministro da Economia do Governo Bolsonaro, Paulo Guedes, enviou ao Congresso Nacional sua proposta de reforma Tributária que, entre outras medidas, prevê o retorno da cobrança de contribuição tributária em cima de livros.

Desde a Constituição Federal de 1946 o produto é isento de impostos por causa de uma emenda constitucional apresentada pelo autor brasileiro de maior prestígio internacional à época, Jorge Amado. A nova Constituição de 1988 manteve o dispositivo como uma forma de incentivar a difusão de conhecimento literário.Mas, isto não se aplicava para categorias dos tributos de contribuição, como o PIS e Cofins. Por volta de 2004, o mercado foi desonerado do pagamento desses dois tributos, que pela nova proposta do governo seriam substituídos pela Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS).

Ainda em meados do ano passado, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), juntou-se a Consultoria “Nielsen Books” e divulgaram os dados da Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, que até o ano de 2019 era conhecida no mercado editorial como “Pesquisa Fipe”. Esta foi a primeira vez que a Nielsen Books realizou o estudo. O que se percebe à primeira vista é que as editoras produziram mais, venderiam mais e faturariam mais do que no ano anterior.

Em números absolutos, no ano da pandemia as editoras produziram cerca de 395 milhões de exemplares e foram vendidos 434 milhões de cópias. Isso redundou em faturamento perto de R$ 5,7 bilhões, isto fez com que o governo crescesse o olho neste mercado. Dos 434 milhões de cópias vendidas, 209 milhões foram ao mercado e 224 milhões ao governo, ou seja, o governo através dos livros didáticos é o maior consumidor deste mercado.

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Guilherme Bretas o nosso entrevistado é puro otimismo: “Estamos ainda desenvolvendo e aprendendo com os novos escritores. Estamos sempre buscando soluções e inovações na área”, nos afirma o nosso editor da Editora Albatroz.

Veja a entrevista

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