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PARALAMAS em CD e DVD

Arquivo Geral

30/03/2004 0h00

Os Paralamas do Sucesso vencem mais uma etapa na recuperação de seu líder, Herbert Vianna, e lançam em CD e DVD o primeiro registro ao vivo do grupo após o trágico acidente de ultraleve em 2001 que deixou Herbert refém de uma cadeira de rodas. Em Uns Dias, o power trio de Vianna, Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria) reúne no palco do Olympia (São Paulo) um público e quatro mil pessoas e faz um “congraçamento do rock oitentista”, como define o barão vermelho Roberto Frejat no making off do vídeo.

O quarto álbum ao vivo da banda – gravado na turnê do disco Longo Caminho em novembro do ano passado – chega às lojas em quatro edições para diferentes bolsos: CD simples (com 14 faixas), CD duplo (23 faixas), DVD e um pacote que reúne CD simples e DVD. O repertório é formado, inevitavelmente, por sucessos: Ska, La Bella Luna e Ela Disse Adeus (com participação do Kid Abelha George Israel, no sax), a faixa-título (com direito a duelo de solos de guitarra entre Frejat e Herbert), O Beco (com o titã Paulo Miklos) e Que País é Esse? (de Renato Russo), com o ex-Legião Urbana Dado Villa-Lobos.

A geração anos 80 ainda é representada pelo guitarrista do Ira!, Edgard Scandurra (em Running on The Spot e Trac-Trac), o ex-Titãs Nando Reis (Tendo a Lua) e o metaleiro Andreas Kisser, do Sepultura, responsável pelo peso no bis, Mensagem de Amor. Além dos roqueiros, a banda convidou o rapper Black Alien e o compadre Djavan para dividir os vocais em Lanterna dos Afogados e, claro, em Uma Brasileira.

“Não pensamos em nada mais do que reunir amigos”, diz João Barone por telefone. Segundo o baterista, a banda se preocupou em ter um diferencial entre as demais gravações ao vivo (D, Vamo Batê Lata e Acústico MTV). “Chamamos convidados porque quisemos fugir de certa maneira desse formato de gravação ao vivo, em que você toca as mais conhecidas, e não pode se arriscar em fazer muita coisa inédita”, confidencia.

A idéia de gravar um DVD começou modestamente. Barone diz que não havia nem intenção de se editar a gravação do show em CD. “Era só um mero registro de uma turnê vitoriosa, para marcar os 20 anos de carreira e a volta de Herbert”, diz. “Aceitamos fazer o CD por recomendação da gravadora”, completa.

Uns Dias é composto por duas partes. A divisão é perceptível somente no vídeo digital, no qual o espectador assiste a um primeiro momento da apresentação do power trio numa pequena plataforma montada no meio da platéia e, em seguida, no palco do Olympia (São Paulo). “Tocar no meio do público foi um detalhe muito interessante, parecia aquele formato dos shows do Elvis”, brinca Barone. “Retratou mais nossa formação de trio”, acrescenta. Segundo o baterista, eles nunca haviam registrado um show em que somente Bi, Herbert e Barone estivessem no palco. “Quando não tínhamos metais e backing vocals, havia o João Fera nos teclados”, conta.

Nos próximos planos da banda, constam uma breve turnê internacional e o planejamento de um álbum com inéditas. “Temos umas três dúzias de músicas prontas”, ressalva Barone. Herbert, mesmo com “algumas falhas na memória” (seqüelas do acidente) compõe e escreve músicas compulsivamente, segundo o parceiro João Barone. “Esse é o maior remédio não só para o Herbert, como para o resto de nós”, diz o baterista, em solidariedade ao compositor oficial do grupo. “Herbert está com pequenas deficiências, mas a consideração do público nos dá a possibilidade de trabalhar. Somos um tripé; se tirar um, a base desaba”, conclui.

Na semana passada, após o lançamento do DVD, os Paralamas retribuíram a participação do guitarrista Edgard Scandurra no álbum e fizeram uma ponta na gravação do álbum acústico do Ira!, que será lançado até julho. “Tocamos numa faixa chamada Envelheço na Cidade. Foi uma chapa quente, porque nós nunca havíamos tocado. Porém, captou um momento muito espontâneo”, arremata Barone.

Nesse próximo mês de abril, os Paralamas do Sucesso se apresentam nos Estados Unidos nos dias 8 (Newark), 10 (Miami) e 11 (Boston). A parada seguinte será na Europa, com shows em junho que incluem uma performance no Festival de Montreaux, na Suíça, onde, nos anos 80, o trio gravou seu primeiro disco ao vivo, D. Antes disso, porém, a banda retorna ao Brasil e reabre em 15 dias a principal casa de espetáculos do Morro da Urca (Rio de Janeiro), a Noites Cariocas.

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    30/03/2004 0h00

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    O quarto álbum ao vivo da banda – gravado na turnê do disco Longo Caminho em novembro do ano passado – chega às lojas em quatro edições para diferentes bolsos: CD simples (com 14 faixas), CD duplo (23 faixas), DVD e um pacote que reúne CD simples e DVD. O repertório é formado, inevitavelmente, por sucessos: Ska, La Bella Luna e Ela Disse Adeus (com participação do Kid Abelha George Israel, no sax), a faixa-título (com direito a duelo de solos de guitarra entre Frejat e Herbert), O Beco (com o titã Paulo Miklos) e Que País é Esse? (de Renato Russo), com o ex-Legião Urbana Dado Villa-Lobos.

    A geração anos 80 ainda é representada pelo guitarrista do Ira!, Edgard Scandurra (em Running on The Spot e Trac-Trac), o ex-Titãs Nando Reis (Tendo a Lua) e o metaleiro Andreas Kisser, do Sepultura, responsável pelo peso no bis, Mensagem de Amor. Além dos roqueiros, a banda convidou o rapper Black Alien e o compadre Djavan para dividir os vocais em Lanterna dos Afogados e, claro, em Uma Brasileira.

    “Não pensamos em nada mais do que reunir amigos”, diz João Barone por telefone. Segundo o baterista, a banda se preocupou em ter um diferencial entre as demais gravações ao vivo (D, Vamo Batê Lata e Acústico MTV). “Chamamos convidados porque quisemos fugir de certa maneira desse formato de gravação ao vivo, em que você toca as mais conhecidas, e não pode se arriscar em fazer muita coisa inédita”, confidencia.

    A idéia de gravar um DVD começou modestamente. Barone diz que não havia nem intenção de se editar a gravação do show em CD. “Era só um mero registro de uma turnê vitoriosa, para marcar os 20 anos de carreira e a volta de Herbert”, diz. “Aceitamos fazer o CD por recomendação da gravadora”, completa.

    Uns Dias é composto por duas partes. A divisão é perceptível somente no vídeo digital, no qual o espectador assiste a um primeiro momento da apresentação do power trio numa pequena plataforma montada no meio da platéia e, em seguida, no palco do Olympia (São Paulo). “Tocar no meio do público foi um detalhe muito interessante, parecia aquele formato dos shows do Elvis”, brinca Barone. “Retratou mais nossa formação de trio”, acrescenta. Segundo o baterista, eles nunca haviam registrado um show em que somente Bi, Herbert e Barone estivessem no palco. “Quando não tínhamos metais e backing vocals, havia o João Fera nos teclados”, conta.

    Nos próximos planos da banda, constam uma breve turnê internacional e o planejamento de um álbum com inéditas. “Temos umas três dúzias de músicas prontas”, ressalva Barone. Herbert, mesmo com “algumas falhas na memória” (seqüelas do acidente) compõe e escreve músicas compulsivamente, segundo o parceiro João Barone. “Esse é o maior remédio não só para o Herbert, como para o resto de nós”, diz o baterista, em solidariedade ao compositor oficial do grupo. “Herbert está com pequenas deficiências, mas a consideração do público nos dá a possibilidade de trabalhar. Somos um tripé; se tirar um, a base desaba”, conclui.

    Na semana passada, após o lançamento do DVD, os Paralamas retribuíram a participação do guitarrista Edgard Scandurra no álbum e fizeram uma ponta na gravação do álbum acústico do Ira!, que será lançado até julho. “Tocamos numa faixa chamada Envelheço na Cidade. Foi uma chapa quente, porque nós nunca havíamos tocado. Porém, captou um momento muito espontâneo”, arremata Barone.

    Nesse próximo mês de abril, os Paralamas do Sucesso se apresentam nos Estados Unidos nos dias 8 (Newark), 10 (Miami) e 11 (Boston). A parada seguinte será na Europa, com shows em junho que incluem uma performance no Festival de Montreaux, na Suíça, onde, nos anos 80, o trio gravou seu primeiro disco ao vivo, D. Antes disso, porém, a banda retorna ao Brasil e reabre em 15 dias a principal casa de espetáculos do Morro da Urca (Rio de Janeiro), a Noites Cariocas.

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