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Hora de dar a volta por cima

Arquivo Geral

13/11/2003 0h00

Quando Norma Blum soube que Gilberto Braga estava preparando Celebridade, a atriz não pensou duas vezes para demonstrar ao autor seu interesse em fazer parte do elenco. “Entrei em contato com Gilberto dizendo que queria voltar às novelas e gostaria muito de que fosse com ele”, conta Norma, 64 anos, que mês que vem comemora 50 de carreira e estava há 12 afastada das novelas. Ela fez uma rápida participação em Pícara Sonhadora, do SBT, em 2001.

Mas por pouco a atriz não ficou de fora da trama. “Gilberto disse que o elenco já estava completo e não dava mais. Desencanei. Algum tempo depois a produção da novela me ligou, porque Gilberto tinha sentido necessidade de criar esse personagem e achava que eu o faria bem. Quando não imaginava mais que pudesse conseguir é que as coisas surgiram”, comenta Norma, que com Gilberto Braga fez as novelas Bravo!, Senhora e Escrava Isaura e a minissérie Anos Rebeldes.

Na trama, a atriz vive Hercília, avó de Laura (Cláudia Abreu), personagem cercado de mistério. “Ela tem uma relação ambígua com a neta, de ressentimento e amor. Ao mesmo tempo em que Laura manipula, tem certo medo de Hercília, como se soubesse muito dela e pudesse prejudicá-la”, analisa Norma, que fica até o fim da trama. “Hercília vê através da máscara de Laura, e isso a incomoda.”

O tempo em que ficou longe da TV, segundo Norma, foi por opção. “Queria escrever meus livros e estava cansada de viajar com peças e fazer televisão. Nesse tempo escrevi sete livros. Mas tudo tem um ciclo na vida”, diz ela, que há dois anos levou um susto enorme: descobriu que tinha câncer de mama. “Foi uma fase difícil. Fiz duas cirurgias e o tratamento é pior que a doença, porque rouba muito sua energia, deixando a pessoa fragilizada. E o que mais me incomodou foi ter que parar de trabalhar, porque gosto de produzir. Isso pesou financeiramente. Foi uma fase bem negra”, lembra Norma.

A atriz diz que sofreu com o preconceito em relação à doença. “Foi difícil arranjar trabalho. As pessoas acham que o câncer vai voltar e que você vai prejudicar a produção por ter que sair. E tem também o seu próprio preconceito de achar que atraiu a doença. Num primeiro momento, questionei se eu não tinha provocado isso. Quando essas coisas acontecem, vêm para testar sua fé, o seu lado psicológico, que tem de ser muito bem trabalhado. Mas ao mesmo tempo, foi uma fase de grande crescimento”, afirma Norma.

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    13/11/2003 0h00

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    Mas por pouco a atriz não ficou de fora da trama. “Gilberto disse que o elenco já estava completo e não dava mais. Desencanei. Algum tempo depois a produção da novela me ligou, porque Gilberto tinha sentido necessidade de criar esse personagem e achava que eu o faria bem. Quando não imaginava mais que pudesse conseguir é que as coisas surgiram”, comenta Norma, que com Gilberto Braga fez as novelas Bravo!, Senhora e Escrava Isaura e a minissérie Anos Rebeldes.

    Na trama, a atriz vive Hercília, avó de Laura (Cláudia Abreu), personagem cercado de mistério. “Ela tem uma relação ambígua com a neta, de ressentimento e amor. Ao mesmo tempo em que Laura manipula, tem certo medo de Hercília, como se soubesse muito dela e pudesse prejudicá-la”, analisa Norma, que fica até o fim da trama. “Hercília vê através da máscara de Laura, e isso a incomoda.”

    O tempo em que ficou longe da TV, segundo Norma, foi por opção. “Queria escrever meus livros e estava cansada de viajar com peças e fazer televisão. Nesse tempo escrevi sete livros. Mas tudo tem um ciclo na vida”, diz ela, que há dois anos levou um susto enorme: descobriu que tinha câncer de mama. “Foi uma fase difícil. Fiz duas cirurgias e o tratamento é pior que a doença, porque rouba muito sua energia, deixando a pessoa fragilizada. E o que mais me incomodou foi ter que parar de trabalhar, porque gosto de produzir. Isso pesou financeiramente. Foi uma fase bem negra”, lembra Norma.

    A atriz diz que sofreu com o preconceito em relação à doença. “Foi difícil arranjar trabalho. As pessoas acham que o câncer vai voltar e que você vai prejudicar a produção por ter que sair. E tem também o seu próprio preconceito de achar que atraiu a doença. Num primeiro momento, questionei se eu não tinha provocado isso. Quando essas coisas acontecem, vêm para testar sua fé, o seu lado psicológico, que tem de ser muito bem trabalhado. Mas ao mesmo tempo, foi uma fase de grande crescimento”, afirma Norma.

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