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Dez anos de forró

Arquivo Geral

12/04/2004 0h00

Completando dez anos de carreira, o forrozeiro piauiense Frank Aguiar, de 33 anos, lança seu décimo disco (o primeiro sob a batuta de uma multinacional Sony Music) misturando músicas inéditas e velhos sucessos.

O trabalho comemorativo contém apenas uma faixa romântica (Guria). As outras 13 músicas prometem fazer sucesso nas festas juninas País afora. O CD intitulado 10 Anos aportou nas lojas dia 26 de março e é considerado sucesso garantido. Em um mês, a gravadora contabilizou 50 mil discos vendidos (Disco de Ouro). “Sinto-me honrado por conseguir essa vendagem. Isso é fruto de muito trabalho”, disse Frank em conversa com o Jornal de Brasília.

No caso de Frank Aguiar, é também resultado de faro empresarial. Em plena crise da indústria fonográfica, acentuada por causa da pirataria, o compositor decidiu que queria vender seus CDs por um preço que fosse acessível ao seu público. “Faço música popular. Meus fãs são assalariados, não têm R$ 30 para gastar com música”. A alegação deu certo. O compositor conseguiu negociar com a Sony Music inicialmente menos lucros e royalties.

A estratégia revelou-se a mais acertada. Em apenas dois dias, o disco – que levou cinco meses para ficar pronto – já era o mais vendido da Sony Music. “Se o preço (dos CDs) diminuir, vai desestimular a pirataria. Essa é uma alternativa viável para a crise”, diz o compositor que conseguiu barganhar com a multinacional para que seu trabalho chegue às lojas entre R$ 10 e R$ 15.

FORRÓ FORRADO Quem comprar o novo CD de Frank Aguiar deve lembrar de afastar os móveis da sala. Quase todo o repertório, composto por 15 faixas, é de músicas dançantes, ora forró pé-de-serra (aquele mais rapidinho), ora forró universitário, o estilo mais lento, cadenciado. A maioria das letras fala de amor e dor-de-cotovelo, mas duas (Nheco Vari Nheco Fun e Pega, Pega, Come, Come) são debochadas e maliciosas como manda a tradição nordestina.

A turma de trintões e quarentões deverá gostar da releitura que o cantor faz de O Vira, grande sucesso de 1973, na interpretação de Ney Matogrosso à frente dos Secos & Molhados, e de Nuvem Passageira, hit desde 1975, quando embalava a trama da novela O Casarão, da TV Globo. Esta última – terceira faixa do disco – conta com a participação do grupo KLB. “O pai dos meninos é meu empresário. Quando soube que eu estava inclinado a gravar, comentou que também estava pensando em lançá-la no repertório do KLB. Aí resolvemos incluir os moleques na gravação. O resultado me agradou. Ficou um forrock, com a guitarra deles acompanhando a nossa sanfona”.

Frank Aguiar conta que a proposta do disco era agraciar os fãs com músicas que eles gostariam de vê-lo cantar. “Ouvimos sugestões durante três meses”, lembra. “As mais pedidas, resolvi colocar no repertório”.

A metodologia da pesquisa foi simples: um telefone foi divulgado por três meses em shows, entrevistas e anúncios em rádios, para que os fãs ligassem, sugerindo músicas. Foram milhares de ligaçõe: “Teve um dia em que recebi mais de mil telefonemas”. O cantor revelou que a pesquisa fez com que ele se sentisse mais seguro para entrar no estúdio. “Não tinha como errar”. Por causa do trabalho de pesquisa, Frank Aguiar acabou por reeditar as antigas músicas.

Além de KLB, o CD ganhou o reforço de Reginaldo Rossi, na faixa Se Meu Amor Não Chegar, e do grupo gaúcho Tchê Guri. “Foi muito natural nosso encontro”, lembra. “Temos repertório e público similares”.

Frank Aguiar torce para que A Saudade, do compositor piauiense Naeno, repita a trajetória de Prenda (de 2001), que estourou em rádios que pouco tocavam forró. A faixa é a forró-balada mais romântica do disco. Outra canção de que o compositor gosta, particularmente, é Badalada, que foi composta para os baianos do Chiclete com Banana mas que terminou no repertório do novo trabalho. “Gostei tanto do resultado que preferi gravá-la em meu disco”, conta.

Em Brasília o cantor deverá lançar o novo CD Frank Aguiar 10 Anos ao lado de Elba Ramalho e Dominguinhos, no dia 30 deste mês. “Adoro tocar em Brasília e nas cidades-satélites. Tenho muito carinho por essa gente do Cerrado”, elogia o compositor, já conquistando a platéia do show que ainda não tem local confirmado.

Frank Aguiar 10 Anos. Sony Music, 15 faixas. Preço sugerido: R$ 13. Site do cantor: www.frankaguiar.com.br

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    Dez anos de forró

    Arquivo Geral

    12/04/2004 0h00

    Completando dez anos de carreira, o forrozeiro piauiense Frank Aguiar, de 33 anos, lança seu décimo disco (o primeiro sob a batuta de uma multinacional Sony Music) misturando músicas inéditas e velhos sucessos.

    O trabalho comemorativo contém apenas uma faixa romântica (Guria). As outras 13 músicas prometem fazer sucesso nas festas juninas País afora. O CD intitulado 10 Anos aportou nas lojas dia 26 de março e é considerado sucesso garantido. Em um mês, a gravadora contabilizou 50 mil discos vendidos (Disco de Ouro). “Sinto-me honrado por conseguir essa vendagem. Isso é fruto de muito trabalho”, disse Frank em conversa com o Jornal de Brasília.

    No caso de Frank Aguiar, é também resultado de faro empresarial. Em plena crise da indústria fonográfica, acentuada por causa da pirataria, o compositor decidiu que queria vender seus CDs por um preço que fosse acessível ao seu público. “Faço música popular. Meus fãs são assalariados, não têm R$ 30 para gastar com música”. A alegação deu certo. O compositor conseguiu negociar com a Sony Music inicialmente menos lucros e royalties.

    A estratégia revelou-se a mais acertada. Em apenas dois dias, o disco – que levou cinco meses para ficar pronto – já era o mais vendido da Sony Music. “Se o preço (dos CDs) diminuir, vai desestimular a pirataria. Essa é uma alternativa viável para a crise”, diz o compositor que conseguiu barganhar com a multinacional para que seu trabalho chegue às lojas entre R$ 10 e R$ 15.

    FORRÓ FORRADO Quem comprar o novo CD de Frank Aguiar deve lembrar de afastar os móveis da sala. Quase todo o repertório, composto por 15 faixas, é de músicas dançantes, ora forró pé-de-serra (aquele mais rapidinho), ora forró universitário, o estilo mais lento, cadenciado. A maioria das letras fala de amor e dor-de-cotovelo, mas duas (Nheco Vari Nheco Fun e Pega, Pega, Come, Come) são debochadas e maliciosas como manda a tradição nordestina.

    A turma de trintões e quarentões deverá gostar da releitura que o cantor faz de O Vira, grande sucesso de 1973, na interpretação de Ney Matogrosso à frente dos Secos & Molhados, e de Nuvem Passageira, hit desde 1975, quando embalava a trama da novela O Casarão, da TV Globo. Esta última – terceira faixa do disco – conta com a participação do grupo KLB. “O pai dos meninos é meu empresário. Quando soube que eu estava inclinado a gravar, comentou que também estava pensando em lançá-la no repertório do KLB. Aí resolvemos incluir os moleques na gravação. O resultado me agradou. Ficou um forrock, com a guitarra deles acompanhando a nossa sanfona”.

    Frank Aguiar conta que a proposta do disco era agraciar os fãs com músicas que eles gostariam de vê-lo cantar. “Ouvimos sugestões durante três meses”, lembra. “As mais pedidas, resolvi colocar no repertório”.

    A metodologia da pesquisa foi simples: um telefone foi divulgado por três meses em shows, entrevistas e anúncios em rádios, para que os fãs ligassem, sugerindo músicas. Foram milhares de ligaçõe: “Teve um dia em que recebi mais de mil telefonemas”. O cantor revelou que a pesquisa fez com que ele se sentisse mais seguro para entrar no estúdio. “Não tinha como errar”. Por causa do trabalho de pesquisa, Frank Aguiar acabou por reeditar as antigas músicas.

    Além de KLB, o CD ganhou o reforço de Reginaldo Rossi, na faixa Se Meu Amor Não Chegar, e do grupo gaúcho Tchê Guri. “Foi muito natural nosso encontro”, lembra. “Temos repertório e público similares”.

    Frank Aguiar torce para que A Saudade, do compositor piauiense Naeno, repita a trajetória de Prenda (de 2001), que estourou em rádios que pouco tocavam forró. A faixa é a forró-balada mais romântica do disco. Outra canção de que o compositor gosta, particularmente, é Badalada, que foi composta para os baianos do Chiclete com Banana mas que terminou no repertório do novo trabalho. “Gostei tanto do resultado que preferi gravá-la em meu disco”, conta.

    Em Brasília o cantor deverá lançar o novo CD Frank Aguiar 10 Anos ao lado de Elba Ramalho e Dominguinhos, no dia 30 deste mês. “Adoro tocar em Brasília e nas cidades-satélites. Tenho muito carinho por essa gente do Cerrado”, elogia o compositor, já conquistando a platéia do show que ainda não tem local confirmado.

    Frank Aguiar 10 Anos. Sony Music, 15 faixas. Preço sugerido: R$ 13. Site do cantor: www.frankaguiar.com.br

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