Há 16 anos na Globo, emendando um trabalho atrás do outro (foram 15, no total), Marcello Novaes explica que, por conta do sucesso que fez com Raí, tinha um pouco de medo de ficar marcado com o mesmo tipo de personagem. Mais ainda porque, anos depois, voltou a trabalhar com Carlos Lombardi e a fazer galãs sensuais e com pouca roupa em Vira Lata e Uga Uga.
“Como eram personagens cômicos, escritos pelo mesmo autor e feitos por mim, ficavam muito semelhantes”, avalia. “O sonho de todo ator é mostrar que consegue fazer outro tipo de papel, de ter desafios”.
O ator lembra que foi o diretor Jayme Monjardim quem lhe abriu as portas para fazer outros trabalhos, como o convite para viver um vilão na minissérie Chiquinha Gonzaga. A partir daí, trabalhou novamente com ele em O Clone e A Casa das Sete Mulheres, seu último trabalho na TV antes de Chocolate com Pimenta.
“Tive muita sorte de diversificar muito meu trabalho, de uns cinco anos para cá”, destaca. “É um privilégio que poucos atores têm”. Aliás, voltar a trabalhar com Monjardim está nos planos de Marcello. Ele gostaria de integrar o elenco de América, novela de Glória Perez com direção de Jayme que estréia no ano que vem. Se isso é um recado, está bem-dado.