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Saúde

Tecnologia da UnB reduz tremores do Parkinson e promove autonomia

Dispositivo vestível desenvolvido com apoio da FAPDF utiliza metamateriais para atenuar movimentos involuntários sem afetar ações voluntárias.

Redação Jornal de Brasília

10/04/2026 9h19

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Protótipo vestível instrumentado com sensores e circuitos eletrônicos para aquisição de dados e validação experimental do controle de tremores. (Foto: acervo do projeto)

No Dia Mundial do Parkinson, celebrado em 11 de abril, destaca-se o impacto dos tremores na autonomia e qualidade de vida dos pacientes. Uma nova tecnologia desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB), com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), visa mitigar esses sintomas.

Coordenado pela professora Marcela Rodrigues Machado, do Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Tecnologia da UnB, o projeto surgiu da necessidade de oferecer maior independência a pessoas com a doença. A iniciativa, financiada pelo Programa FAPDF Learning (2023) com R$ 1 milhão, resultou em um dispositivo vestível que reduz tremores involuntários de forma adaptável.

O dispositivo baseia-se em metamateriais inteligentes, projetados para responder a estímulos como vibrações. Ele atua nas frequências específicas dos tremores, filtrando-os sem interferir em movimentos voluntários. Sensores registram padrões de movimento para monitorar a evolução da doença e apoiar decisões clínicas.

Um diferencial é o uso de materiais piezoelétricos, que convertem os tremores em energia elétrica para alimentar o sistema, tornando-o mais eficiente. Diferentemente das órteses tradicionais, rígidas e passivas, essa solução é leve, programável e acompanha a progressão da doença sem necessidade de substituições frequentes.

Testes laboratoriais mostram redução significativa na intensidade das vibrações, inclusive em baixas frequências. O projeto está no Nível de Maturidade Tecnológica (TRL) 4, com planos para avançar a 5 e 6, incluindo testes mais avançados. Pedidos de patente já foram depositados, sinalizando o potencial inovador.

Além da inovação tecnológica, a pesquisa forma talentos, envolvendo estudantes de graduação e pós-graduação em desenvolvimento de protótipos e experimentação. O apoio da FAPDF foi crucial para infraestrutura e equipe, transformando a ideia em protótipos concretos.

A expectativa é que, ao chegar ao mercado, o dispositivo melhore a estabilidade e segurança nas atividades diárias, devolvendo autonomia aos pacientes.

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