Menu
Saúde

Hospital de Apoio de Brasília acelera reabilitação de pacientes do DF

Unidade da rede pública reúne equipe multiprofissional para recuperar funções e ampliar a autonomia de pacientes com sequelas neurológicas

Redação Jornal de Brasília

28/05/2026 17h18

unnamed (5)

Hospital de Apoio em Brasília atende pacientes em tratamentos paliativos. Foto: Júlia Lopes

O setor de reabilitação do Hospital de Apoio de Brasília (HAB) é referência no atendimento a pacientes com sequelas neurológicas e reúne uma equipe multiprofissional para promover a reinserção social após lesões medulares, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e traumatismo cranioencefálico.

Segundo a médica fisiatra Janaina Bauabe, o objetivo do trabalho vai além da recuperação e da alta hospitalar. A proposta é buscar o máximo de função possível para que o paciente consiga se locomover, se alimentar, se comunicar e, se possível, voltar ao trabalho.

O atendimento é integrado e inclui treinamento de cuidadores, suporte social e orientação sobre acesso a benefícios. A fisioterapia atua na recuperação funcional, enquanto a fonoaudiologia acompanha pacientes com comprometimentos na comunicação, nas funções orofaciais e na deglutição. De acordo com a fonoaudióloga Gabrielle Barbosa, o diferencial da unidade está no atendimento intensivo, com assistência diária durante a internação.

A terapeuta ocupacional Kailani Lima destaca que o trabalho busca fortalecer a independência dos pacientes em tarefas básicas, como se alimentar, tomar banho, se vestir e dormir. Já a psicologia realiza avaliações cognitivas e sociais, com atenção aos aspectos emocionais do processo de recuperação. A assistência social acolhe famílias e orienta sobre direitos sociais.

A enfermagem é apontada como parte central do funcionamento da ala, com preparação dos pacientes para os atendimentos, administração de medicações e cuidados contínuos. A enfermeira Daniela Martins Bittes afirma que também há um trabalho educativo permanente com pacientes e cuidadores.

Os resultados do acompanhamento aparecem em histórias como a de João Martins Casimiro, 66 anos, internado após um AVC e com sequelas no lado esquerdo do corpo. Ele relata evolução no tratamento e diz estar saindo do hospital caminhando, comendo e bebendo. Outro paciente, Aquiles Dutra da Silva, 65 anos, iniciou o tratamento após uma cirurgia na coluna decorrente de uma lesão e afirma manter a esperança enquanto segue em recuperação.

Para internar na ala de reabilitação, o paciente precisa atender a critérios clínicos definidos pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), como potencial de ganho funcional, estabilidade clínica e capacidade de participar ativamente das terapias. Pessoas que necessitem de suporte avançado de vida, ventilação mecânica invasiva, tratamento de infecções ativas ou que apresentem quadro clínico instável não se enquadram no perfil assistencial da unidade.

*Com informações da Secretaria de Saúde

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado