Uma solenidade realizada na manhã desta terça-feira (26/5), no auditório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), marcou os 27 anos dos medicamentos genéricos no Brasil. O evento reuniu servidores e contou com as presenças do diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, dos diretores Thiago Campos e Daniela Marreco, do secretário-adjunto de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Eduardo Jorge, e do presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (Pró-Genéricos), Tiago de Moraes Vicente.
Durante a cerimônia, Leandro Safatle afirmou que os genéricos são hoje uma realidade no país, o que, segundo ele, se comprova pela boa aceitação desses produtos pela população brasileira. Ele destacou a credibilidade construída ao longo dos 27 anos e disse que parte desse sucesso se deve ao trabalho da Anvisa. “Isso significa acesso à saúde para a população brasileira. Hoje é um dia, de fato, para se comemorar, a Anvisa está muito orgulhosa de estar recebendo esse evento”, afirmou.
Thiago Campos lembrou que a Lei dos Genéricos tem o mesmo tempo de vida da Anvisa e avaliou que a celebração na agência é um marco significativo para o país. Para ele, o evento mostra “o quanto a gente andou junto” e como uma regulação estatal comprometida, aliada à capacidade produtiva nacional, fortalece a soberania sanitária.
Daniela Marreco também ressaltou a importância da data e afirmou que os genéricos impulsionaram o fortalecimento da produção nacional de medicamentos e facilitam o acesso da população aos remédios. Ela citou dados segundo os quais o primeiro genérico no mercado reduz em 20% o preço do produto e, com a entrada do terceiro genérico, a redução supera 50%. Segundo a diretora, isso amplia o acesso a medicamentos que, graças ao papel da Anvisa, têm qualidade, segurança e eficácia comprovadas.
A política de genéricos foi descrita no evento como um marco para o acesso amplo a medicamentos no país. De acordo com o texto, a Lei 9.787/1999 abriu um novo capítulo na saúde pública ao estimular a concorrência no mercado farmacêutico, reduzir a dependência de produtos exclusivos e atenuar riscos de desabastecimento. A intercambialidade entre medicamentos de marca e genéricos, atestada por testes de bioequivalência, ajudou a consolidar a confiança de profissionais e consumidores.
O texto também informa que os genéricos oferecem preços no mínimo 35% mais baixos em relação aos medicamentos de referência, beneficiando especialmente a população de baixa renda. Em 2022, a maior parte das vendas ficou concentrada na faixa de preço abaixo de R$ 20 por caixa.
Com informações da Agência Brasil