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Saúde

Álcool na Copa aumenta riscos à saúde, alerta SES-DF

Dados do Distrito Federal mostram avanço do consumo abusivo e das intoxicações por álcool. Especialistas orientam sobre redução de danos e sinais de alerta para atendimento médico.

Redação Jornal de Brasília

03/07/2026 12h01

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Álcool foi responsável por mais da metade das ocorrências de intoxicação por abuso de substâncias no Distrito Federal, entre 2016 a 2025 | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde

As partidas da Copa do Mundo costumam reunir amigos e familiares, mas também podem vir acompanhadas de consumo exagerado de bebidas alcoólicas. No Distrito Federal, dados da Secretaria de Saúde (SES-DF) mostram que o álcool foi responsável por mais da metade das ocorrências de intoxicação por abuso de substâncias entre 2016 e 2025.

O boletim epidemiológico da SES-DF sobre consumo de álcool em adultos residentes no DF, referente ao período de 2019 a 2023, indica que o índice chegou a 25,7% em 2023, ante 23,5% em 2019. Com esse resultado, o Distrito Federal aparece como a segunda capital do país com maior ingestão abusiva, atrás apenas de Salvador, que registrou 28,9% em 2023.

Entre os homens, o excesso foi maior, com menor índice em 2020, de 30,8%, e em 2021, de 29,7%, durante a pandemia, chegando a 31,9% em 2023. Entre as mulheres, o percentual registrado em 2023 foi de 20,5%. A média nacional informada é de 25,7%.

O consumo excessivo de álcool traz prejuízos que podem atingir diferentes sistemas do organismo, como o digestivo e o circulatório. Entre os riscos citados estão inflamação do pâncreas, lesões no fígado, descontrole da glicose no sangue e maior probabilidade de desenvolver hipertensão, arritmias, acidente vascular cerebral (AVC) e infarto.

De acordo com o Ministério da Saúde, não existe padrão de consumo de álcool seguro ou livre de riscos. A pasta também aponta que dirigir sob influência de álcool é fator de risco para 27% de todos os acidentes rodoviários, afetando não apenas quem bebe, mas também motoristas, passageiros e pedestres.

Para reduzir os riscos, a orientação é espaçar a ingestão, consumir pequenas quantidades, beber devagar e intercalar com água ou outras opções não alcoólicas. Hidratação e alimentação também são consideradas fundamentais.

A SES-DF orienta ainda que é preciso buscar atendimento médico quando a pessoa não conseguir parar de vomitar ou apresentar episódios de rebaixamento do nível de consciência, como prostração severa e dificuldade para responder a estímulos.

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