A Câmara Legislativa poderá ter parque gráfico para chamar de seu. Um grupo de trabalho composto por servidores foi criado para estudar as melhores opções de serviço e preço para atender às necessidades da instituição. A aprovação do projeto dependerá da Mesa Diretora.
A constituição da comissão que cuidará do assunto foi publicada no Diário da Câmara da quinta-feira. Serão três servidores responsáveis por moldar um novo projeto de gráfica para a Câmara, com o levantamento do que será preciso e de quanto custará o maquinário, que deve ser de médio porte.
Faltam até impressoras
“É necessário para a Câmara ter um parque gráfico, porque hoje a gráfica não tem nem impressoras”, contou o presidente da comissão, Antônio Neto. A estrutura gráfica da Câmara, atualmente, limita-se a um espaço no subsolo, sem maquinário. Todo o equipamento que pertencia à Câmara ficou na antiga sede.
No ano passado, a Coordenadoria de Editoração fez indicação para que a Câmara abrisse processo para aquisição rápida de gráfica, a antiga gestão teria começado uma pesquisa e os valores poderiam chegar a R$ 8 milhões, incluindo a gráfica e as adaptações que a Câmara precisaria fazer no prédio para receber o maquinário.
Segundo o presidente da comissão, o objetivo agora é achar a melhor qualidade pelo menor custo.
Por mês, 500 mil cópias
“A princípio, a intenção é levantar custos, não só de compra de maquinário, mas de equipamento digital que permita impressão frente e verso, em colorido e de médio porte, de cerca de 500 mil cópias ao mês”, explicou Neto.
Gabinetes ganham impressoras
Na última semana, a Câmara recebeu 33 impressoras: uma para cada gabinete, seis para a Mesa Diretora e três a serem distribuídas em outros setores, como a Coordenadoria de Editoração. Não se informou o valor do contrato para aquisição das impressoras.
O presidente da Câmara, deputado Wasny de Roure (PT), disse que a intenção é restringir o futuro parque gráfico aos trabalhos da instituição.
Custo-benefício
Afinal, os parlamentares têm parte da verba indenizatória disponível para este tipo de serviço gráfico. “Ainda será analisado a questão de custo-benefício”, disse.
Ainda segundo Wasny, a matéria é delicada porque a demanda gráfica da Casa é modesta e o cuidado maior será para não transformar situação em uma forma de despesa. “O processo será estudado, levando em conta, em primeiro lugar, o interesse público”, avisou.