A defesa do empresário Breno Fischberg, réu no processo do mensalão, disse hoje (10) que ele desconhecia esquemas irregulares dentro da corretora Bônus-Banval, da qual era sócio proprietário. Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), a corretora foi usada para lavar dinheiro do mensalão para o PP.
Ao contrário da maioria dos defensores que já ocuparam a tribuna, o advogado Guilherme Nostre não negou a existência do mensalão, se limitando a excluir seu cliente dos fatos. “Não estou dizendo se houve mensalão, se não houve mensalão. Estou dizendo que não há como Breno Fischberg avaliar essa situação. Seu papel é de profunda insignificância”, destacou o advogado.
Segundo Nostre, o trabalho de Fischberg era lidar com as finanças da corretora e ele desconhecia Marcos Valério, os integrantes do PP ou de outros partidos políticos. “O acusador quer considerar [Fischberg] responsável criminalmente não por uma situação sua, mas por ser sócio de uma empresa. Ele nada tem a ver com episódios”.