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Política & Poder

Sociedade com Marcos Valério não faz de Cristiano Paz criminoso

Arquivo Geral

07/08/2012 15h36

O advogado Castellar Guimarães, que representa o publicitário mineiro Cristiano Paz no julgamento do mensalão, disse hoje (7) que seu cliente não pode ser considerado criminoso apenas porque era sócio de Marcos Valério na empresa SMP&B Comunicação.

 

O advogado destacou a atuação de Paz como homem de criação da empresa e afirmou que, apesar de saber dos empréstimos ao PT negociados por Valério, não participava dessa etapa. “A parte lícita era a parte desenvolvida por Cristiano. Sua atividade como publicitário o impedia de qualquer outra participação na SMP&B. Ele trabalhava na construção de marcas, na boa divulgação da marca que criava, para que clientes fossem bem atendidos”, destacou o advogado.

 

O publicitário é acusado de, juntamente com Valério e Hollerbach, ter montado a estrutura criminosa que permitia a distribuição do mensalão, o chamado núcleo operacional do esquema de corrupção denunciado em 2005. Segundo o Ministério Público, as empresas de publicidade SMP&B e DNA atuavam na obtenção de empréstimos bancários para repassar as verbas aos políticos envolvidos.

 

Juntamente com os ex-sócios, Paz responde pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, peculato e evasão de divisas, e é o recordista de acusações (143).

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