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Política & Poder

Senado aprova a cassação do mandato de Demóstenes Torres

Arquivo Geral

11/07/2012 13h24

Rener Lopes

rener.lopes@jornaldebrasilia.com.br

 

Terminou, por volta de 13h20, a votação no Senado Federal que tratou a cassação do senador Demóstenes Torres (Sem partido/GO). O parlamentar era julgado por quebra de decoro parlamentar.

 

Ele foi considerado culpado da acusação de envolvimento com o esquema de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, atualmente preso no Complexo Penitenciário da Papuda. Relatórios da Polícia Federal apontam Cachoeira como chefe de um esquema de corrupção, tráfico de influência e jogos ilegais.

 

No discurso de apresentação de sua defesa, Demóstenes Torres pediu aos colegas mais tempo para que fosse julgado. O senador defendeu que o caso só poderia ir a votação no Senado após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a legalidade das investigações contra ele. Demóstenes alega que foi, por três anos, investigado ilegalmente pela Justiça de primeira instância.

 

Numa rápida votação secreta, que não durou mais do que cinco minutos, 80 senadores deram seus votos. Cinquenta e seis votaram a favor, 19 votaram contra e cinco se abstiveram. Apenas o senador Clovis Fecury (DEM-MA) não participou da sessão. Eram necessários que apenas 41 senadores aprovassem a cassação.

 

Desta maneira, Demóstenes fica inelegível por oito anos contados a partir do fim do mandato (fevereiro de 2019). Este é o segundo senador na história do país a ser cassado. O primeiro deles foi Luiz Estevão, atual mandatário do Brasiliense Futebol Clube, em 2000.

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