Eric Zambon e Francisco Dutra
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Mesmo sem assumir sua candidatura para o Palácio do Buriti, o deputado federal Rogério Rosso (PSD) tenta ser reconhecido como o principal nome da oposição ao governo Rodrigo Rollemberg (PSB). O parlamentar redobrou os esforços para levar novos partidos para o campo da Aliança Alternativa. O senador Cristovam Buarque (PPS) abençoa os movimentos. Buarque cobra apenas celeridade, argumentando que não se pode deixar o grupo “à mercê do futuro de Jofran Frejat (PR) e seus demônios”.
Na tarde de ontem, Rosso reuniu-se com dirigentes de diversos partidos. “Pelo menos dois estão entrando na nossa aliança. Outros dois estão com boas conversas”, comenta. De olho nos votos dos servidores, o parlamentar defende que o GDF tem condições de arcar com os reajustes pendentes assegurados pela Justiça já no primeiro mês de um eventual governo. Para honrar com o compromisso, mobilizou técnicos especialistas nas contas públicas e nacionais.
Afinal, aliados cobram a consistência da proposta para fugir da pecha de demagogos. Apesar dos riscos, nesta brecha, Rosso começa a se antagonizar com Rollemberg. O parlamentar lembra que a ex-secretaria de Planejamento e candidata ao Senado Federal, Leany Lemos (PSB), criticou a proposta, mas logo na sequência Rollemberg começou a falar publicamente que daria os aumentos com “responsabilidade”.
Rosso também prepara artilharia pesada contra o projeto do Instituto Hospital de Base de Brasília. Independente do estilo de campanha, Cristovam considera que é hora de Rosso assumir a cabeça de chapa, mesmo com a indefinição do regresso, ou não. do candidato líder nas pesquisas até agora, Jofran Frejat (PR). Segundo o senador, o grupo deve partir pela briga de votos nas ruas.
“Não podemos ficar reféns do Frejat e seus demônios”, afirmou Buarque, cobrando uma definição para a Terceira Via ainda nesta terça-feira (27/07). Sobre as propostas de Rosso, o senador considera que podem ser aprimoradas pelo grupo.

Myke Sena/Jornal de Brasília
Izalci tenta mostrar que um só tucano faz verão
As indecisões de Frejat e Rosso a respeito das candidaturas para o Buriti deixam três partidos em stand by no DF: PSDB, DC e PSC. O tucano Izalci Lucas todos os dias reafirma sua pré-candidatura ao Governo de Brasília, mesmo que isso signifique sair da Aliança Alternativa e encabeçar um grupo próprio. Nesse cenário, os nanicos DC e PSC, sob seu controle, já avisaram que devem segui-lo.
O presidente regional do PSC, Zenóbio Rocha, no entanto, lembra que o fator Frejat pode dificultar o movimento. “Pode ser um outro cenário com a volta dele. Se o Izalci for vice de Frejat, hoje, estaríamos com ele, embora tenhamos que ver também o que é melhor para nosso partido”, faz a ressalva.
Jofran e Rosso continuavam ontem a fazer mistério sobre suas postulações. Muito interessado nesse desfecho, Izalci teme que as manobras do presidenciável do seu partido, Geraldo Alckmin, também interfiram na sua atuação política. “Tudo pode afetar e o único jeito é aguardar”, resigna-se.
Na última semana, um acordo entre Alckmin e o presidente do PSD, Gilberto Kassab, iniciou o movimento de troca a pré-candidatura tucana pela de Rosso no DF. O ato foi consolidado pela coligação na última quinta-feira (19), depois de votação interna e com aval do PPS de Cristovam Buarque, um dos articuladores da chapa.
O candidato tucano à Presidência da República, agora, se aproxima do chamado Centrão, do qual o PR faz parte, e isso pode fazer a Executiva Nacional vetar qualquer voo solo de Izalci e obrigá-lo a escolher um palanque para subir como vice. Ele já se mostrou conformado com a ideia de dividir as atenções com Frejat, mas rechaçou ter posição secundária com Rosso.
Saiba Mais
Cristovam Buarque pretende sugerir que o eventual programa de Rosso aborde a luta contra “mordomias”, bem como as defesas da infância e do meio ambiente.
Membros da grupo consideram que o Instituto Hospital de Base não deveria ser enterrado, conforme Rosso propõe. Defendem uma revisão dessa tese.
Alguns dos partidos em conversa com a Aliança ainda estão no governo Rollemberg.