Francisco Dutra
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Ganha força o movimento pelo lançamento do deputado federal Rogério Rosso (PSD) para a disputa do Governo do Distrito Federal (GDF). O senador Cristovam Buarque (PPS), pretendente à reeleição, passou a apostar no presidente regional do Partido Social Democrático. Ele assumiria a cabeça de chapa na Aliança Alternativa, substituindo o atual protagonista, deputado federal Izalci Lucas (PSDB). Para seguir em frente, o grupo aguarda a definição do futuro da coligação rival de Jofran Frejat (PR). De qualquer forma, Rosso e Buarque buscam reformular a coligação alternativa.
Desde a última sexta-feira (13/06), Frejat avalia se prossegue ou não na corrida pelo Palácio do Buriti. Segundo o presidente regional do PSD, a palavra final do republicano será um divisor de águas. “Decidimos, em grupo, aguardar a decisão de Frejat. Se ele continuar, vamos trabalhar para unir a coligação dele com a nossa. Se desistir e o conjunto de partidos aliados estimular, nós vamos lançar minha candidatura”, afirma Rosso. Ou seja, nos dois cenários possíveis o parlamentar pretende mudar os rumos da aliança.
Conhecida inicialmente como Terceira Via, a aliança chegou a reunir 11 partidos. Após o lançamento da candidatura de Izalci o grupo passou a perder força gradativamente. Hoje tem apenas PSD, PPS, PSDB, PRB, DC, PSC. Este enfraquecimento passou a ameaçar não apenas o projeto majoritário para o GDF, mas toda a chapa, incluindo os projetos para o Senado e a menina dos olhos de todos os partidos: as candidaturas proporcionais para deputado federal.
Isso pesou para o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, solicitar a candidatura de Rosso para os comandos nacionais do PSDB e PPS, na semana passada. O movimento de Frejat foi o empurrão final. “Sempre resisti ao GDF. Uma candidatura precisa de tempo para construção. E não posso ser leviano. Frejat é um excelente nome para o DF. Quero trabalhar pela união. E Frejat está se preparando para há algum tempo. Precisamos aproveitar todo esse capital político e de experiência”, comenta Rosso.
Neste balaio, Cristovam acena positivamente para Rosso, que até então balançava entre a reeleição e uma candidatura para o Senado. “Nas condições atuais, Rosso tem mais condições de agregar. Com ele, muitos partidos avaliam que poderão caminhar conosco”, pondera o senador. Mesmo com uma eventual mudança de peças, Cristovam ainda deseja caminhar junto com o PSDB nas eleições de outubro.
Tucanos até podem dar aval ao jogo
Do comando nacional, o tucanato observa com bons olhos uma eventual candidatura de Rosso. Caso o movimento se concretize, a executiva nacional do PSDB não pretende se opor caso a aliança mude realmente de rumo. Podendo, inclusive, assumir a indicação do partido na nova configuração, se Izalci não aceitar o novo desenho.
De fato, pouco antes do começo da Copa do Mundo, o grupo cogitou lançar Rosso. segundo fontes da aliança, Izalci teria aceitado inicialmente, mas depois desistiu. A informação é confirmada por Cristovam. “Só faltou a sua fonte ter dito que a reunião foi na minha casa”, acrescenta o senador.
No outro lado deste cabo de guerra, Izalci continua a defender o voo para o Buriti. O tucano nega a possível desistência antes dos jogos na Rússia. “Eu nunca dei margem para alguém da chapa ter essa interpretação. Nunca dei nenhuma esperança de um dia abrir mão”, bradou. Segundo Izalci Lucas, o único momento de hesitação foi no período em que Alírio Neto (PTB) e Wanderley Tavares (PRB) também batalhavam pela cabeça de chapa. “Agora a chance é zero. Acordo quando se faz, tem que ser cumprido”, finalizou.
Saiba Mais
Segundo Izalci, a aliança tentou reconquistar o apoio de Alírio Neto (PTB), chamando-o para assumir a cabeça de chapa. Mas o tucano sepultou o movimento. “Eu não seria vice de Alírio nunca”, disparou.
Buarque e Rosso também estão em contato com o PDT.
Caso dispute o GDF, Rosso pretende redobrar esforços na saúde. “O secretário terá que despachar todo dia de um hospital diferente. Se despachar de gabinete será demitido. E farei uma reunião por semana em um hospital”, promete.