Eric Zambon e Francisco Dutra
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A campanha de reeleição do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) sai fortalecida do ciclo das convenções partidárias. Conquistando o apoio do PDT, consolidou o maior polo progressista brasiliense, somando forças com PV, Rede e PCdoB. De olho na monumental parcela de votos indefinidos, formado principalmente por mulheres, Rollemberg reforçou a promessa de dividir metade dos cargos de comando um eventual segundo governo para representantes do sexo feminino.
Graças ao apoio do presidente naiconal do PDT, Carlos Lupi, e da simpatia do candidato à Presidência da Republica, Ciro Gomes (PDT), Rollemberg conseguiu tirar a agremiação trabalhista da rota de coligação com Eliana Pedrosa (PROS). Com a aliança selada, lançou a coligação “Brasília de mãos limpas”. As nominatas para deputado distrital serão dividas em três. O PDT coligará com o PV, Rede e PCdoB estarão juntos e o PSB estará sozinho. Para as vagas de deputado federal, o grupo fará apenas um chapão, com sete candidatos da Rede, três do PDT, dois do PSB, uma dupla do PCdoB e uma dobradinha do PV.
Pelos cálculos do governador, este desenho tem fôlego para eleger até três federais e condições para emplacar sete distritais. As suplências para o Senado também estão traçadas. A candidata Leila do Vôlei (PSB) terá como suplentes a ex-secretaria de Planejamento Leany Lemos (PSB) e Ivonete Nascimento (PCdoB). Na fila de Chico Leite (Rede) estão Álvaro Silveira Júnior e o ex-controlador-geral do DF, Djacir Arruda (PDT).

Foto: Myke Sena/Jornal de Brasília
“E eu já tenho o compromisso que, se eleito, no próximo governo metade dos cargos de direção, secretarias, administrações, diretorias de empresa serão ocupados por mulheres”, confirmou o governador. Além de estar alinhado com as bandeiras da esquerda, o movimento mira diretamente na expressiva parcela de eleitores indefinidos composta principalmente por mulheres.
O cenário eleitoral se apresenta fragmentado em 12 candidaturas, deste total sete são da direita, enquanto cinco representam a esquerda. Esta distribuição favorece a campanha de reeleição de Rollemberg em função da divisão dos rivais, principalmente, entre os liberais e conservadores.
“A nossa chapa não apenas juntou a esquerda. Ela juntou o campo progressista e as pessoas de mãos de limpas. Por isso o nome da nossa coligação é Brasília de mãos limpas”, comentou. A bandeira da ficha será uma tônica da campanha. “Ou seja, nós não fizemos nenhuma concessão, do ponto de vista ético”, enalteceu Rollemberg.
Apesar de não ter conquistado o PDT, Eliana Pedrosa se mostrou confiante. “Fechamos com PMB e PHS. O único que não certo foi o PDT. E só não deu certo pela interferência nacional. Agora estamos com uma boa chapa”, rebateu a candidata ao GDF. A chapa de Eliana terá para o Senado as candidaturas do presidente regional do PMN, Everardo Alves, ao lado do secretário-geral do PTB no DF, Walisson do Nascimento.
Outra movimentação nacional tirou o PSC da coligação do pretende ao Buriti Ibaneis Rocha (MDB) jogando o partido para a Terceira Via de Rogério Rosso (PSD). Segundo o presidente regional, Zenóbio Rocha, como o PSC deu o vice do presidenciável Álvaro Dias (Podemos) e Rosso abrirá palanque para Dias, a cúpula pediu ao diretório local seguir o mesmo alinhamento na corrida pelo GDF.
Ciro acusa PT de atrapalhar progressistas
Candidato à presidência pelo PDT, Ciro Gomes esteve em Brasília pela manhã para a reunião da Executiva Nacional do partido que impôs a coligação do diretório regional com o PSB de Rodrigo Rollemberg. “Ele já vinha nos dando apoio há muito tempo e isso nos fez querer estar com ele”, pontuou.
Por volta das 18h desta segunda-feira (6) ele falou ao Jornal de Brasília antes de pegar o voo de volta a São Paulo. Segundo ele, a campanha começa só agora.
Ciro admitiu que o fato de o PROS ter fechado nacionalmente com o PT matou qualquer possibilidade de o PDT-DF se aliar a Eliana Pedrosa em Brasília. Ele ainda se mostrou chateado com o PT por ter “amarrado” o jogo com o acordo de neutralidade junto ao PSB nacional e o convite a Manoela D’Ávila (PCdoB) para ser vice na chapa.
“Estão atrapalhando as candidaturas progressistas. Eles contam muito com o Lula, que tem 31% (de intenção de votos), mas se esquecem da rejeição de quase 60%. Bolsonaro vem aí com o mesmo problema “, analisa.