Eric Zambon, com agências
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Ciro Gomes perde o amigo, mas não perde o palanque. Depois de o PT ter feito um acordo de neutralidade com o PSB, dificultando a possível aliança do pedetista com o partido presidito por Carlos Siqueira, o governador Rodrigo Rollemberg declarou que isso não o impediria de apoiar Ciro.
Conforme o presidente do PSB-DF, Tiago Coelho, existe “afinidade ideológica” com o programa de governo do ex-governador do Ceará. “Nossa convenção no DF registrou essa parceria em ata. Independentemente da discussão e da orientação nacional, a campanha de reeleição de Rollemberg vai dar esse apoio”, assegura.
Isso ameniza o baque político sofrido por Ciro no DF. O único palanque oficial que pode receber atualmente está na pré-candidatura de Peniel Pacheco, mas o nome do ex-deputado distrital tem grandes chances de sequer chegar às urnas. Um acordo nacional poderia unir o PDT com o PSB, obrigar o diretório regional pedetista a apoiar Rollemberg e, assim, criar um ninho para Ciro, mas a manobra do PT embolou o jogo. O PDT seria o terceiro partido na aliança de Rollemberg.
Vice é “aberração”
Ciro Gomes, classificou na tarde desta quinta-feira (2) como golpe a manobra do PT que tirou Marília Arraes da disputa ao governo de Pernambuco para isolá-lo e chamou de aberração a proposta de ser vice de chapa petista.
“O que essa moça Marília Arraes tem a ver comigo? Ela merecia pagar esse preço? Será que o povo de Pernambuco vai engolir com casca e tudo essa providência golpista?”, disse. “Ninguém pode falar em golpe e praticar um golpe. Como se sacrifica um homem como Márcio Lacerda (PSB)?”, perguntou.