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Rodrigo avança para ter vice da União Brasil e negocia 2024 para afagar MDB

Segundo a reportagem apurou, a tendência é de que o deputado Geninho Zuliani (União Brasil), próximo de Rodrigo, fique com o posto e reste ao MDB a vaga para o Senado

Por FolhaPress 03/08/2022 7h20
Foto: Site Rodrigo Garcia/Divulgação

Artur Rodrigues, Carlos Petrocilo e Carolina Linhares
São Paulo, SP

O governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), vai se reunir na noite desta quarta-feira (3) com aliados da União Brasil e do MDB para tentar resolver a disputa entre os partidos pela vaga de candidato a vice.

Segundo a reportagem apurou, a tendência é de que o deputado Geninho Zuliani (União Brasil), próximo de Rodrigo, fique com o posto e reste ao MDB a vaga para o Senado, o que tem causado reclamação entre emedebistas. Aliados do governador afirmam que esse acordo está praticamente fechado.

Rodrigo chegou a fazer sua convenção estadual no último sábado (24) sem anunciar o vice enquanto o imbróglio se desenrolava. Segundo aliados do governador, a negociação é tensa, e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), está descontente.

Nunes reivindica a indicação do posto com base em um acordo que ele diz ter fechado com Rodrigo há meses. O prefeito gostaria de ver seu ex-secretário de Saúde Edson Aparecido (MDB) na chapa como vice –agora aparecido é o nome mais cotado para o Senado.

Para concordar com o desenho da chapa com Geninho, Nunes cobra que União Brasil e PSDB se comprometam a apoiar sua reeleição em 2024.

A questão tem potencial para afastar o MDB da órbita de Rodrigo e ameaçar a aliança entre emedebistas e tucanos que já era prevista não só para a próxima eleição municipal, mas também para 2026 –algo que preocupa a cúpula do PSDB no estado.

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Como mostrou o jornal Folha de S.Paulo, Rodrigo está pressionado entre desagradar um de seus dos principais aliados.

A campanha do governador avalia que o fato de Rodrigo se tornar refém dos partidos aliados prejudica sua imagem de independente e, por isso, querem dar fim ao impasse e anunciar o vice até esta quinta-feira (4).

Mas a União Brasil, que também reivindica um vice do partido, é uma sigla mais estratégica para o tucano, já que tem sozinha cerca de 2 minutos de tempo de TV, além de deter o maior fundo eleitoral.

Geninho foi prefeito de Olímpia (SP) e viveu no DEM (que integra a União Brasil a apartir de fusão com o PSL) toda a sua carreira política, assim como Rodrigo –que mudou para o PSDB em maio de 2021. Geninho coordena campanhas de Rodrigo desde o fim dos anos 1990.

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Geninho, no entant, é uma escolha que não agrada parte dos aliados de Rodrigo, que defendem que ele opte por um terceiro partido para evitar comprar briga com União Brasil ou com MDB. Também há quem prefira uma mulher para o posto –Rosângela Moro (união Brasil) e Gabriela Manssur (MDB) são cotadas.

Outras alas da União, originárias do PSL, também tentaram emplacar outros nomes do partido, só que mais ligados ao presidente da sigla, Luciano Bivar, como Marcos Cintra. Já o ex-governador João Doria (PSDB) trabalha por Henrique Meirelles (União).

O acordo previsto anteriormente era de que a União Brasil ficaria com a vaga para o Senado, que seria ocupada pelo apresentador José Luiz Datena –que acabou deixando o partido na última hora e migrando para apoiar Tarcísio de Freitas (Republicanos), o que fez ruir o acerto.

Já o MDB ficaria com a vice, e Nunes escolheria o nome. Com base nisso e com o aval de Rodrigo, ele filiou Aparecido, um dos fundadores do PSDB, ao MDB em abril e o exonerou do cargo de secretário. Por isso demonstra insatisfação agora.

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A União Brasil, por sua vez, pressionou Rodrigo ameaçando apoiar outros candidatos, como Fernando Haddad (PT).

Segundo o último Datafolha, do fim de junho, Haddad lidera a disputa pelo Governo de São Paulo com 34%, seguido de Rodrigo e Tarcísio, empatados com 13%.

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