Camila Costa
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Os impasses foram deixados de lado, o Executivo pressionou e, segundo os deputados distritais, o Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) será votado hoje, em Plenário. De acordo com o calendário oficial estabelecido no semestre passado, um dia antes das férias dos parlamentares, a matéria será analisada com um dia de atraso, depois de passar, nos últimos dias, pelo crivo das comissões de Meio Ambiente, Assuntos Fundiários e Constituição e Justiça.
Os deputados jantaram com o governador na noite da última segunda-feira. Na pauta, o PDOT. O principal motivo do encontro foi a incerteza do Executivo quanto à sua aprovação. Até a semana passada, os deputados apostavam no adiamento da votação, por falta de segurança em apreciar a matéria.
Dezenove dos 21 deputados da base foram ao jantar. Apenas Arlete Sampaio (PT), que está fora de Brasília, e Aylton Gomes (PR), por motivos de saúde, não compareceram.
“O PDOT estará em Plenário, nesta tarde. O governador cobrou, mas isso não foi nada mais, nada menos, que a cobrança do cumprimento de um acordo feito no primeiro semestre. O problema que tivemos ficou cristalizado nas emendas, mas os parlamentares entenderam que a preocupação está voltada para as questões públicas”, justificou o líder de governo, deputado Wasny de Roure (PT).
Reuniões particulares
Segundo Cláudio Abrantes, presidente da Comissão de Assuntos Fundiários (CAF), o clima do jantar foi ameno e a expectativa do governo é aprovar o projeto. Para isso, serão necessários, no mínimo, 13 votos a favor. “O governador lembrou que o PDOT era importante, envolvia questões ligadas diretamente do desenvolvimento da cidade, e não houve cobrança incisiva”, contou.
Os pleitos dos deputados devem começar a ser atendidos a partir da próxima semana. Eles garantem que não houve barganha para a inclusão do PDOT na ordem do dia. No entanto, durante o jantar, o governador teria dito que reuniões individuais seriam feitas para tratar de assuntos particulares. “O clima estava bom, ninguém pediu nada, mas os blocos têm assuntos inerentes a cada um deles que precisam ser debatidos”, explicou o líder do bloco PT-PRB, o petista Chico Vigilante.
Entretanto, houve parlamentar que chegou a pedir o cumprimento de acordos passados. Dr. Michel (PSL) falou ao governador sobre a mudança no decreto referente aos Conselhos Tutelares do DF. Por um erro da Câmara, o texto aprovado e publicado diz que os conselheiros terão de passar por uma prova para assumir a função, a partir de agora. O governador teria dito ao parlamentar que “o problema foi criado pela Câmara, então a Câmara que resolva”. “O acordo é de que não teria prova e vamos achar um jeito de resolver isso”, afirmou Michel.