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Queiroga fala sobre caso de adolescente que morreu após ser vacinado

Ministério concluiu que a morte não teve relação com a vacina contra a covid

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Ministério da Saúde concluiu que o óbito de uma adolescente de 16 anos, de São Bernardo do Campo-SP, morto sete dias após ser vacinado contra a covid-19, não tem relação com o imunizante. A pasta divulgará relatório sobre o caso.

Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o relatório esclarece que a jovem sofreu um distúrbio chamado púrpura trombocitopênica trombótica. Trata-se de uma doença autoimune grave que leva à formação de coágulos pelo corpo, bloqueando o fluxo de sangue para órgãos vitais. Queiroga afirmou à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, que “não dá para estabelecer uma vinculação” entre a vacina e a doença.

“Não dá para estabelecer uma vinculação, mas também não dá para descartar. Apenas não temos hoje casos como este descritos na literatura médica. Não sabemos se será um caso único ou se outros podem aparecer”, afirma o ministro. A adolescente morreu no dia 2 de setembro, sete dias depois de tomar a primeira dose da vacina da Pfizer.

Ainda de acordo com Queiroga, mesmo que o caso estivesse relacionado à vacina, isso não invalidaria a vacinação dos adolescentes. Contudo, na última sexta-feira (17), o Ministério recomendou que os estados e o Distrito Federal suspendessem a imunização de menores de 18 anos. Como diversos outros órgãos, como Anvisa e Conselho Nacional de Saúde, orientaram que a aplicação seja mantida, a maioria dos estados e o DF seguem vacinando adolescentes.

Segundo a Secretaria de Saúde de São Paulo, a púrpura trombocitopênica trombótica (PTT) “é uma doença autoimune, rara e grave, normalmente sem uma causa conhecida capaz de desencadeá-la, e não há como atribuir relação causal entre PTT e a vacina contra covid-19 de RNA mensageiro, como é o caso da Pfizer”.








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