Camila Costa
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Reunião do bloco PT-PRB, na tarde de ontem, reduziu a dois os candidatos petistas a presidir a Câmara Legislativa e formalizou a reivindicação de que o cargo caiba ao partido. Com isso, apenas os nomes dos distritais Chico Leite e Arlete Sampaio serão apresentados ao governador Agnelo, em encontro marcado para a semana que vem.
Depois de se reunirem na última segunda-feira, o bloco afirmou que, tirando Chico Vigilante (PT) e Evandro Garla (PRB), os outros nomes da bancada estavam postos à disputa da presidência da Mesa Diretora. Agora, outros dois foram retirados da lista.
O encontro com Agnelo fora marcado antes de sua viagem aos Estados Unidos, de onde deve voltar na próxima segunda-feira. A bancada tem suas preferências políticas, mas garante que a escolha do nome que irá disputar o cargo pelo partido deverá sair em consenso com o que pensa Agnelo.
“Faremos uma reunião tão logo ele chegue. Nos falamos antes da viagem e ficou acertado”, frisou o líder do bloco PT-PRB, deputado Chico Vigilante. O parlamentar é contra a reeleição da Mesa Diretora por mais dois anos e garante essa também não é a vontade de Agnelo. “Não temos nada contra Patrício, o que existe é um posicionamento partidário, depois de avaliar o resultado da reeleição em outras unidades da Federação. Não deu certo”, justificou.
Dos dois nomes que serão apresentados, o de Arlete Sampaio é que encontra mais resistência, tanto no Executivo quanto no Legislativo. Também Chico Leite tem arestas. A seu favor, porém, ambos contam com a rejeição do partido e da bancada a nome que não seja do PT.
Outra decisão tomada pela bancada na tarde de ontem é de que outras fontes devem ser ouvidas antes da escolha do nome que irá à disputa. Segundo Wasny de Roure, o diálogo com a direção do partido e o governo deve ser melhorado. “Não adianta cada um ter um posicionamento. Precisamos ouvir o governador, a direção do partido e, no frigir dos ovos, optar pelo que for mais interessante para a bancada como um todo”, explicou.
O nome do distrital é trabalhado para uma vaga no Tribunal de Contas do DF. É sua preferência. Neste momento, o maior desafio de Wasny, segundo ele, será ajudar o partido a encontrar a melhor saída. “É uma questão de colocar as cartas na mesa. Todos sabem o meu entendimento desse assunto, mas tenho que ajudar minha bancada a encontrar uma resposta, pois não posso ver apenas meu interesse”, afirmou o petista.