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Política & Poder

PSB atrapalha Rollemberg no DF

Arquivo Geral

02/08/2018 7h00

Atualizada 01/08/2018 22h35

FOTO: DIVULGAÇÃO/PSB

Eric Zambon, com agências
eric.zambon@grupojbr.com

O PT criou um problema para a campanha de reeleição do governador Rodrigo Rollemberg. No DF, o diretório regional faz oposição ao governador desde o primeiro dia do mandato. Mas nacionalmente os petistas firmaram, na tarde de ontem, um acordo de neutralidade com o PSB, o que afeta as chances do governador de trazer o PDT para o seu palanque.

Isso ocorre porque o presidenciável pedetista Ciro Gomes buscava coligar com o PSB de Rollemberg para encorpar sua campanha. O governador do DF tentava condicionar esse ajuste ao apoio local do PDT, mesmo a contragosto de seus representantes, como o presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle, e o distrital Cláudio Abrantes.

O acordo firmado com os petistas, se sacramentado, joga água no chope de Ciro e evita qualquer imposição de cima para o PDT brasiliense se integrar à chapa de Rodrigo. Mais ainda, deixa o diretório regional pedetista livre para buscar o próprio PT em Brasília e dar corpo a uma segunda candidatura de esquerda, possivelmente agregando também o PPL e o PCdoB.

Na noite de ontem, o pré-candidato ao Buriti pelo PDT, Peniel Pacheco, reconheceu que o movimento de união com os petistas “é possível”, mas preferiu não conjeturar sobre o quão próximo ele estaria até conversar com o presidente nacional, Carlos Lupi. A líder do PT-DF, deputada Érika Kokay, afirmou que o movimento nacional não implicava qualquer aproximação com Rollemberg e reconheceu que o PDT é uma aliança possível.
A decisão do comando nacional conduz o PSB a fechar acordos regionais com o PT, os quais devem levar o partido a declarar neutralidade na disputa presidencial, o que contrariou diretórios estaduais.

“É lamentável e é um erro do partido. Nós tínhamos iniciado um processo para romper com a polarização, como fizemos com Eduardo Campos em 2014”, reclamou Rollemberg. Ele disse que, mesmo com a neutralidade, fará campanha para Ciro Gomes, que considera preparado para o Planalto.
Márcio Lacerda, candidato ao governo mineiro, afirmou que foi surpreendido com a decisão. “Recebi essa comunicação com indignação, perplexidade, revolta e desprezo”, disse.

Neta de Arraes promete resistir a comando do PT

A vereadora recifense Marília Arraes (PT), prima de Eduardo Campos e neta de Miguel Arraes, afirmou, na noite desta quarta-feira, que não vai desistir de sua candidatura ao governo de Pernambuco. Ela disse acreditar que o recurso remetido ao Diretório Nacional na tentativa de reverter a decisão da Executiva Nacional será acolhido.

O comando do PT decidiu retirar a candidatura de Marília ao governo de Pernambuco. Aprovada por 17 votos contra 8, a decisão busca garantir a neutralidade do PSB na disputa presidencial, já que os petistas apoiarão a reeleição do governador Paulo Câmara (PSB).

“Não tenho o direito de recuar e colocar a esperança do povo de Pernambuco como moeda de troca a preço de banana. A neutralidade é a única coisa que Paulo Câmara e seu grupo político podem oferecer porque não tem força de levar o partido dele para um lado ou para o outro”, declarou.

Ligadíssimo a Lula, o senador Humberto Costa (PT) tenta ocupar uma das vagas ao Senado na chapa do PSB. A outra é do deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB), crítico ferrenho do PT e de Lula.

O encontro estadual do PT em Pernambuco, que aconteceria nesta quinta (2), deve ser desarmado. Até esta terça (31), havia costura para referendar o nome de Marília nesse encontro local. É que ela está à frente de Câmara nas pesquisas.

A vereadora enfrentou resistência dentro do próprio partido desde o ano passado, quando evidenciou o desejo de ser a candidata ao governo. O grupo capitaneado pelo senador Humberto Costa usa a importância do PSB no contexto nacional diante da situação do ex-presidente Lula, preso, para defendeu a aliança com Câmara. Afinal, é a única chance de Humberto, muito desgastado, se reeleger.

Troca-Troca

Cabeça cortada lá…
…cabeça cortada cá
Como no caso de Marília Arraes em Pernambuco, os petistas de Minas Gerais contam com a saída de Márcio Lacerda (PSB) para ajudar a reeleição do governador Fernando Pimentel (PT), pelo acordo nacional.

No entanto, Lacerda afirmou que não desistirá da disputa ao governo de Minas. Em nota, ele conta ter sido surpreendido pelo PSB, através de seu presidente, Carlos Siqueira.

” A mim foi oferecida, como alternativa à candidatura ao governo, a candidatura ao Senado em uma composição com o PT, sugestão com a qual prontamente discordei”, disse Lacerda. Em nenhum momento, Lacerda admite acatar a decisão da cúpula do PSB.

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