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Política & Poder

PR amplia seu espaço com secretaria e administrações regionais

Arquivo Geral

30/10/2012 8h42

Camila Costa
camila.costa@jornaldebrasília.com.br

A decisão do Partido da República (PR) de apoiar o Partido dos Trabalhadores (PT) quando era maior a onda de denúncias contra o Buriti está dando resultados. A sigla, que apoiou Weslian Roriz contra Agnelo Queiroz na úlima eleição, conseguiu mais uma secretaria, a de Defesa Civil, e articula novos e maiores espaços no governo.  Antonio Gilberto Porto é coronel do Corpo de Bombeiros Militar do DF e será o nome do PR na pasta.

A nomeação foi publicada  no Diário Oficial do Distrito Federal. Porto trará a experiência de 2010, quando  foi subsecretário da Defesa Civil. Na época, correspondia ao status do atual secretário. Ele assume o cargo em substituição a Paulo Roberto Matos, do PHS.

Com mais este espaço no governo, o PR toma contornos fortes na política local. São duas secretarias – do Trabalho e, agora, da Defesa Civil – e duas administrações regionais – do Itapoã e do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), que  tem a maior quantidade de cargos. Além disso, o partido ainda indicou o comando do Corpo de Bombeiros.

Entretanto, o PR ainda não está satisfeito. Quer mais espaço, e espaços de mais importância. O presidente do PR,  deputado federal Ronaldo Fonseca, afirma que o que foi dado à sigla ainda é pouco se comparado ao apoio que o PR tem dado ao governador. “Quem trabalha para este governo como o nosso partido tem o direito de participar mais. Apoiamos o governador muito mais do que qualquer outro partido da base, mais até do que o próprio PT”, observou.

Certos de que pode ajudar mais e de que desenvolvem bem o trabalho de articulação política do governo, o próximo pleito do PR é a Secretaria de Governo. O partido já teria conversado com o governador sobre o assunto. Porém, ainda há entraves nas negociações. Ronaldo Fonseca não confirma o interesse por essa pasta, mas admite que pretende fortalecer a legenda. “O partido mereceria, já mostramos que temos articulação”, disse.

Só ele de fora
O PHS, agora, é a única sigla da base a não ter indicação alguma no governo Agnelo. Ao contrário do PR, que já foi oposição ao governo no período eleitoral, está desde o início de campanha ao lado do PT.  O presidente do PHS, Lucas Kontoyanis, conta que a decisão cabe ao governador, e que a perda de espaço não prejudica o trabalho que o partido vem fazendo no DF.

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