De olho em 2014, o PMDB intensificou as articulações para filiações de potenciais candidatos à chapa proporcional. O distrital Wellington Luiz (PPL) está a poucos passos do partido. A negociação está sendo feita pelo presidente regional do partido, o vice-governador Tadeu Filippelli. Na última sexta-feira, Filippelli convidou, oficialmente, o ex-deputado Augusto Carvalho.
“Espero resolver a vinda de Wellington nos próximos dias. Ele é um deputado distrital com uma história fantástica”, comentou Filippelli. Segundo o peemedebista, a filiação do distrital representa uma aproximação do partido com a categoria da Polícia Civil, um grupo estratégico dentro do cenário político do Distrito Federal.
Suplência incômoda
Já Carvalho vive as inquietações políticas com a transição do PPS para MD. Suplente de deputados petistas, ele só ocupa a vaga com as bênçãos do Buriti — e o MD será ainda mais oposicionista
“Fiquei muito honrado e lisonjeado com o convite do vice-governador. Mudar para o PMDB é uma possibilidade. Estou muito tentado a aceitar”, respondeu Wellington Luiz. No seu gabinete já se dá a mudança como certa. O parlamentar estaria tratando apenas dos últimos ajustes da mudança com o seu grupo político.
Augusto Carvalho afirmou que seu futuro está em aberto. “Há uma efervescência política com a mudança do PPS. Tive também convites do PSB, do senador Rollemberg, e do PTB. Estou honrado, mas primeiro tenho que ver a marcha dos acontecimentos do PPS. Já digo que não concordo com uma postura política de oposição furiosa, irascível, raivosa”, completou.
Diariamente, o deputado distrital Rôney Nemer entrevista até seis pré-candidatos a distrital. “É uma pré-conversa. Quem bate o martelo é sempre o Filippelli”, explicou.
Segundo o distrital, o PMDB tem meta audaciosa: eleger seis distritais. Entre os atrativos da legenda estão o temo de televisão, a infraestrutura de campanha e o baixo quociente eleitoral do partido.