Francisco Dutra
francisco.dutra@grupojbr.com
Pré-candidatura do PDT para o Governo do Distrito Federal (GDF) entra, novamente, em compasso de espera. O presidente nacional do partido, Carlos Lupi, sugeriu para a executiva brasiliense aguardar a definição das coligações nacionais da pré-candidatura do correligionário Ciro Gomes para a Presidência da Republica. A convenção nacional da agremiação para s costura das alianças está marcada para 20 de julho.
Inicialmente, o PDT sonhava em lançar o presidente da Câmara Legislativa, deputado distrital Joe Valle para o governo. Este projeto subiu no telhado, em função da desistência do próprio parlamentar. Nesta semana, o partido preparava a turbinas para lançar uma pré-candidatura para o Palácio do Buriti. Neste sentido, ponderava entre os nomes de Peniel Pacheco e Fábio Barcellos. Mas a nova tentativa foi freada em um reunião na manhã desta terça-feira (03/07).
“Nós não podemos avançar em candidatura própria ou apoio para outros candidatos. Vamos esperar as alianças que serão fechadas nacionalmente”, afirmou o presidente regional Georges Michel. Segundo o dirigente, o pé no freio não significa a desistência da pré-candidatura. “Não vamos decidir nada apressadamente. Como dizia o Brizolla, nós temos o fio da história. Nós não vamos nos apressar, porque os outros estão nos apressando. E não vamos demorar muito para gerar dificuldade para uma coligação nossa para o Distrito Federal”, argumentou.
O crescimento do presidenciável Ciro Gomes nas pesquisas nacionais e locais motivou Lupi a pedir a paciência dos filiados de Brasília. Mas a sintonia nacional não implica em uma futura imposição. Afinal nacionalmente PDT flerta com o PSB. Mas no DF, grande parte dos trabalhistas nutre aversão a uma composição para apoiar o projeto de reeleição do governador Rollemberg (PSB). Ou seja, se os socialistas apoiarem Ciro isso não significa uma aliança no DF.
“Nos não vamos obrigatoriamente fazer a mesma composição em Brasília. Vamos avaliar as melhores condições para o partido em Brasília. O mais importante é que nós não perdemos uma perspectiva de candidatura própria”, sinalizou Michel. O presidente local não nega as conversas do partido com Rollemberg, mas não vê condições para uma coligação. “Não. Em hipótese alguma. Não fazemos aliança pensando em cargos. Fazemos em programa de governo. Isso não quer dizer que vamos fechar com Rodrigo”, enfatizou.
Enquanto espera o martelo nacional, o diretório regional promete fortificar as pontes com os partidos do campo da centro esquerda. Ou seja, o projeto de uma composição com o pré-candidato ao GDF Jofran Frejat está enterrado. Por outro lado, as portas estão abertas para o PPS do senador Cristovam Buarque, que atualmente está do lado da Aliança Alternativa com PSDB, PSD, PRB e outros partidos do segmento evangélico, no grupo conhecido como Frente Cristã. “Depende do Cristovam”, disse o dirigente do PDT.
Apesar dos argumentos oficiais, o movimento do PDT proporciona uma sobrevida para o projeto de reeleição do governador. Afinal, se o PDT não se apresenta como alternativa para as forças de centro-esquerda gera tempo para Rollemberg tentar conquistar este papel. Atualmente, o PSB já conseguiu uma aliança oficial com o PV e investe pesado para recuperar a Rede.