Camila Costa
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Sem acordo por mais um dia para a eleição das comissões permanentes, os deputados distritais adiaram para a próxima semana as votações de presidente e vice-presidente. Após muita conversa, os parlamentares só conseguiram eleger corregedor e ouvidor e indicar representantes para a Procuradoria da Mulher. A nova previsão de votação – a terceira em menos de duas semanas -, é de que as eleições ocorram na próxima terça-feira.
Eleito por unanimidade (24 votos), o ex-presidente da Câmara, deputado Patrício (PT), será o novo corregedor da Casa. Investigará os colegas e já tem na pauta o caso do deputado Raad Massouh (PPL), acusado de desvio de recurso por emendas parlamentares, em 2010. O pedido de investigação contra Raad foi feito depois que a Polícia Civil do DF deflagrou a Operação Mangona e realizou mandados de busca e apreensão da casa e no gabinete do deputado e de servidores dele.
Patrício analisará o processo e terá de decidir se encaminha ou não para a Comissão de Ética. “Agradeço aos colegas que me confiaram esta missão”, disse Patrício, que também pediu apoio aos deputados para realizar o trabalho sem cometer injustiças.
Garla continua ouvidor
Evandro Garla (PRB) foi reconduzido para a Ouvidoria, depois de dois anos à frente do cargo. Para conseguir o feito, os deputados aprovaram projeto de resolução com mudanças no Regimento Interno.
Para a Procuradoria da Mulher, foi indicada a deputada Luzia de Paula (PEN), com Arlete Sampaio (PT) de primeira adjunta e Celina Leão (PSD) de segunda adjunta. “É uma vitória para esta Casa e para as mulheres ter este espaço”, comemorou Luzia de Paula.