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Futebol ETC
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Na busca por culpados pelo vexame da Seleção, redes sociais resgatam a “Maldição do Gato” de 2022

Pensando bem, culpar o felino do Catar é a saída mais confortável para esquecer a realidade.

Marcondes Brito

06/07/2026 7h11

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O árbitro mal tinha apitado o fim da partida no início da noite de ontem e o tribunal da internet já estava instalado. No meio do bombardeio de críticas da mídia esportiva, de torcedores e nas rodas de amigos, uma velha teoria mística voltou a viralizar com força avassaladora: a de que o calvário do futebol brasileiro é, na verdade, reflexo da “Maldição do Gato de Doha”, iniciada na Copa do Mundo do Qatar.

Para muitos, a crise não é técnica, mas sim espiritual. Tudo começou no dia 7 de dezembro de 2022, quando o então assessor de imprensa da CBF, Vinicius Rodrigues, afastou de forma ríspida um felino que invadiu a bancada de entrevista do atacante Vinicius Junior. O Brasil caiu dois dias depois diante da Croácia e, desde então, a Seleção entrou em uma espiral de desastres.

Pegando carona na tese do “azar”, internautas passaram a listar uma sequência impressionante de marcas negativas.

  • A dança das cadeiras no banco: Uma instabilidade inédita que viu Tite renunciar, Fernando Diniz ser demitido e, posteriormente, Dorival Júnior também deixar o comando da Amarelinha.
  • O fim da soberania em casa: A perda da invencibilidade histórica jogando no Brasil pelas Eliminatórias, sacramentada diante da Argentina.
  •  Vexame olímpico: A Seleção Brasileira ficou de fora dos Jogos Olímpicos após perder a vaga no confronto direto contra os argentinos.
  • Recorde de derrotas: Pela primeira vez na história, o Brasil acumulou três derrotas consecutivas em partidas de Eliminatórias.
  • O calvário de Neymar: O craque sofreu uma grave ruptura de ligamentos no joelho em 2023 e desfalcou a Seleção por um longo período, embora o alarmismo das redes exagere ao cravar que o hiato chegou a dois anos inteiros.
  • Goleada na base e queda na Copa América: O pacote inclui a eliminação nas quartas de final da Copa América pelo Uruguai e os impressionantes 6 a 0 sofridos para a Argentina no Sul-Americano Sub-20.
  • Derrota para a Noruega e eliminação da Copa do Mundo de 2026.

A verdade é que culpar o felino do Catar é a saída mais confortável para esquecer a realidade. O problema crônico da Seleção Brasileira não é feitiço; é falta de gestão, de padrão tático e de futebol. E, claro, faltam de craques.

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