Francisco Dutra
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Passo a passo, o governador Agnelo Queiroz deve acelerar a troca de peças-chave do GDF para acomodar os partidos e forças políticas aliadas. Após a sinalização de aproximação do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, com a presidenta Dilma Rousseff, em breve a legenda deverá receber convite para participar do primeiro ou segundo escalão do Palácio do Buriti. A ideia vem ganhando formas concretas nos bastidores do Executivo.
Articuladores governistas consideram que o PSD possui força na Câmara Legislativa. Paralelamente, o casamento pode jogar um balde de água fria nas pretensões das três deputadas distritais oposicionistas filiadas à legenda. Um possível alinhamento com o Buriti acabaria por forçá-las a buscar outras siglas.
Mas, como o partido se saiu bem das eleições municipais, a perda poderia ser amortecida. Afinal de contas, a legenda emplacou este ano quatro prefeitos na Região Metropolitana.
Sem radicalismo
Também pesa a favor deste cenário o fato de o presidente regional do PSD, o ex-governador Rogério Rosso, manter bons contatos com Agnelo e com integrantes do Governo Federal. “O PSD está aberto ao diálogo, sem radicalismos”, afirma Rosso.
Na leitura do presidente regional, existem grandes chances de se seguir as movimentações do comando nacional da legenda. “Se eu fosse a Dilma, eu ia querer o Kassab ao meu lado. Porque ele é muito preparado”, brincou.
Caso Agnelo decida chamar o PSD para a base do governo será mais um exemplo de como o mundo dá voltas da política. No início de 2011, o petista e Rosso trocaram diversas farpas. Rosso foi governador tampão e Agnelo se queixou de diversas “heranças malditas”, supostas deixadas nas gavetas do Buriti pelo antecessor.