Com 139 páginas, o Caderno das Cidades é a nova referência de desempenho do governo Agnelo Queiroz. Produzido pela Casa Civil, o texto apresenta as linhas gerais dos principais projetos do Palácio do Buriti, com previsão de recursos, órgãos responsáveis pela execução e prazo de entrega.
Além de referencial para a gestão, a publicação também tem peso político de ferramenta para unificação do governo. Hoje o GDF ainda sofre atritos internos entre administrações regionais, empresas públicas e secretarias. As tensões são sentidas especialmente entre áreas de atuação de diferentes partidos.
Para unir
O tema da unificação do governo foi o tema central do discurso de Agnelo Queiroz no lançamento do caderno. Segundo Agnelo, o trabalho precisa ser, absolutamente, integrado. “É um governo uno”, afirmou o governador.
Com a definição das linhas de ação do governo no papel aos olhos de todos, Agnelo considera que os atritos internos serão neutralizados, pois todos os atores do governo sabem que terão recursos para concretizar seus projetos, a despeito do desempenho dos demais. “E aí você evita muito a disputa”, acrescentou Agnelo.
Quanto ao desempenho atual das áreas de governo, o governador considera que o setor que mais está exigindo a atenção é a Saúde. Esta foi a principal promessa de campanha de Agnelo em 2010.
“Hoje nós estamos enfrentando todas as áreas. O principal problema da nossa cidade é a área de Saúde. Mas encontramos ela em estado lastimável. Mas também é a área que andou mais. Já detectamos um avanço importante, mas ainda temos muito que caminhar”, explicou o governador.
Definições precisam ser seguidas à risca
O Buriti intensificará o monitoramento dos projetos a partir de agora. Nas palavras do governador, os gestores que não conseguirem concretizar os obras e ações junto à comunidade serão substituídos.
Segundo Agnelo, a sociedade poderá ajudar no acompanhamento dos projetos e cobrar do governo quando as ações estiverem atrasadas. “Pela primeira vez no Distrito Federal, existe um governo com planejamento, que tem prioridades, tem metas, tem prazo para entregar, tem os recursos destinados para cada iniciativa e vai controlar e monitorar, rigorosamente, cada ação. Todos os atores do governo têm o compromisso com essa execução. E agora é executar ou executar, não tem outra alternativa”, comentou.
Prazo vencido
Agnelo reafirmou que período de “arrumação da casa” foi ultrapassado. A gestão petista ainda tem níveis de avaliação popular bem abaixo dos patamares confortáveis. A condição incomoda, especialmente, considerando que a reeleição do governador é tido como prioridade para o PT. Nesse sentindo, a conquista de bons resultados é crucial.
“Vou acompanhar para garantir que tudo seja entregue. Na hora em que houver um atraso, vou tomar as providências. Se eu tenho a prioridade definida, tenho o dinheiro para ela e eu não consigo realizar, está tendo um problema. E vou querer que a minha equipe realize nem que eu precise trocar o gestor”, declarou Agnelo.