Política & Poder

MP liga ‘rachadinha’ com casa comprada por Flávio Bolsonaro

Desvios do gabinete na Alerj podem ter sido usados na compra da mansão no Lago Sul

O Ministério Público do Rio (MPRJ) levantou, em uma denúncia contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), a suspeita de que Flávio pode ter comprado a mansão em Brasília com dinheiro de ‘rachadinha’. A informação é do jornal O Globo.

Para o MPRJ, os desvios salariais do gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), quando ainda era deputado, podem ter comprado um apartamento na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. O imóvel foi vendido, e o dinheiro teria sido usado para comprar a mansão no Lago Sul-DF.

O MP-RJ identificou que, cerca de duas semanas antes do pagamento do apê na Barra, em maio de 2014, Fernanda não tinha dinheiro para arcar com o cheque de R$ 50 mil referente ao “sinal” para a compra do apartamento. A situação mudou em um único dia, no fim de abril, quando a conta dela recebeu depósitos fracionados de R$ 20 mil, em dinheiro vivo, “a fim de ocultar a origem dos recursos”, conforme afirma a promotoria na denúncia.

“Recursos próprios”

Flávio afirmou na terça (3) que a casa comprada por ele e pela esposa, a dentista Fernanda Antunes Bolsonaro, foi adquirida com “recursos próprios” somados a um financiamento imobiliário.

“A casa foi comprada com recursos próprios, em especial oriundos da venda de seu imóvel no Rio. Mais da metade do valor da operação ocorreu por intermédio de financiamento imobiliário”, afirmou Flávio em nota, que complementa. “Tudo registrado em escritura pública. Qualquer coisa além disso é pura especulação ou desinformação por parte de alguns veículos de comunicação.”

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O imóvel fica no setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul, bairro nobre da capital federal. A propriedade tem 1,1 mil m², com quatro suítes, academia, piscina e spa com aquecimento solar. O anúncio de venda informava que se tratava da “melhor vista de Brasília da suíte master”. Um vídeo com detalhes da casa fazia parte da publicidade para a venda do imóvel, de propriedade da RVA Construções e Incorporações. O material foi tirado do ar após a divulgação do caso.






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