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Política & Poder

Mapa do DF na mira da tesoura

Arquivo Geral

29/03/2013 10h30

 

Propostas de redivisão territorial caminham pelo Distrito Federal além dos limites de Planaltina, terra da Via-Sacra do Morro da Capelinha e alvo do primeiro desses projetos. Deputados trabalham na Câmara Legislativa e no Buriti por essas divisões no mapa político brasiliense. A discussão sobre desmembramento e criação de mais administrações regionais alcança, em tese, Ceilândia, Park Way, Recanto das Emas, Sobradinho e Paranoá.

 

Na edição de ontem, o Jornal de Brasília mostrou  a discussão sobre a possibilidade de redesenhar os limites de Planaltina para emancipar o Arapoanga. Vai além disso.

 

Vida Nova

“O desmembramento pode dar vida nova para as regiões. Mas temos que ter mente que é preciso atender ao clamor da comunidade. Ceilândia também cresceu muito e deveria ser dividida. O Sol Nascente poderia se tornar independente”, comentou o deputado Washington Mesquita (PSD). A ideia é compartilhada pela deputada Luzia de Paula (PEN).

 

O distrital Agaciel Maia (PTC) defende novo mapeamento das administrações regionais. Segundo o parlamentar, Grande Colorado e Arniqueiras deveriam ter administrações próprias. “A criação da Fercal foi salutar para a região e está levando muitas obras para lá”, emenda Roney Nemer (PMDB).  Liliane Roriz (PSD) diz que as divisões  podem acelerar processos de regularização fundiária.

 

De acordo com o distrital Wellington Luiz (PPL), a divisão é um caminho natural para o Park Way em função das dimensões da região. O distrital Aylton Gomes (PR) também é  a favor, mas  faz uma ressalva: “As administrações precisam ter força e equipamentos públicos. Se não, estão brincando com os sentimentos da população”. O parlamentar Evandro Garla (PRB) julga que desmembramentos ajudam as regiões a captar mais recursos.

 

Redesenho não é unanimidade

“A criação de uma administração regional só burocratiza. O que precisamos é mais atenção nos interesses da população e investimentos nos locais”, diz o deputado Chico Leite (PT) a respeito da discussão sobre separações regionais. “Isso cria mais cargos e despesas. E pode resolver o problema dos cabos eleitorais”, alfinetou.

A deputada Eliana Pedrosa (PSD) avisa que é preciso um estudo detalhado antes de qualquer movimento de divisão. “É preciso planejamento. Do contrário, vamos ter mais despesas sem resultados. E depois que se divide não tem como voltar atrás pois isso mexe com a autoestima da população”, diz Eliana. 

 

Excesso de gastos

Segundo  Chico Vigilante, líder do PT, desmembramentos são desnecessários e a preocupação tem de ser com o fortalecimento dos mecanismos já existentes para atender a população. Israel Batista (PEN) acrescenta  que o DF está se tornando inviável, pois os gastos com o  Estado estão muito altos. Em vez de os recursos chegarem às atividades fim, ficam estancados nas atividades-meio da máquina pública.    

    

“Meu medo que é a criação de uma poligonal virtual sirva de instrumento para a fuga do real debate. Criar administração não implica  instalação de novas equipamentos públicos”, comentou o presidente da Câmara, Wasny de Roure (PT).

 

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