Política & Poder

Mandetta: informações passadas pela China eram limitadas

Na primeira onda da pandemia, foram adquiridos 15 mil respiradores, no entanto, segundo Mandetta, as informações limitadas acerca da doença impossibilitaram que ações mais efetivas fossem tomadas

Mateus Souza
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Durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, que acontece nesta terça-feira (4), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta foi questionado a respeito do número de leitos fornecidos pelo Ministério da Saúde. Em março de 2020, a pasta havia prometido fornecer 2.000 leitos para estados e municípios, mas foram cedidos apenas 350, cerca de 17% do estimado. Em resposta, Mandetta destacou que, na época, as informações passadas pela China ao mundo eram bastante limitadas, o que dificultou a gestão dos recursos.

O ex-ministro da Saúde destacou ainda que foi feito um esforço industrial de larga escala para atender à população. Na primeira onda da pandemia, foram adquiridos 15 mil respiradores, no entanto, as informações limitadas acerca da doença impossibilitaram que ações mais efetivas fossem tomadas. Entre os exemplos de ações que aumentaram a propagação do vírus, foram citados o não fechamento das fronteiras e a realização do carnaval, em 2020.

Mandetta destacou que levou 45 dias para que as autoridades mundiais vissem o vírus como algo ameaçador. O que foi informado, de acordo com o ex-ministro, era que estava ocorrendo uma epidemia em uma cidade chinesa chamada Wuhan, de 11 milhões de habitantes. Ainda segundo Mandetta, na época, a China havia providenciado apenas um hospital de campanha para atender os doentes.

Ele disse ainda que o mundo claramente não tem liderança para lidar com uma crise dessa proporção.

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Quanto ao lockdown, o ex-ministro afirmou que o Brasil sempre esteve um passo atrás, e que o país não implementou a medida de forma efetiva.

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