O Tribunal Regional Federal (TRF) considerou, nesta segunda-feira (18), que as provas conseguidas pela operação Monte Carlo, que culminou na prisão do bicheiro Carlinhos Cachoeira, são legais e poderão ser utilizadas.
O julgamento da questão durou cerca de 30 minutos e, com dois votos a favor e um contra, a legalidade das gravações telefônicas conseguidas pela Polícia Federal durante as investigações foi confirmada.
A defesa de Cachoeira alegou que as interceptações telefônicas eram ilegais por terem sido feitas logo no início das investigações com base apenas em denúncias anônimas, sem que o Ministério Público Federal tivesse tentado outras alternativas. O desembargador Cândido Ribeiro rebateu afirmando que o esquema comandado pelo bicheiro envolvia membros da Polícia Civil, Militar e Federal, o que tornaria imprescindível o uso de grampos telefônicos para o prosseguimento das apurações.
O juiz Marcos Augusto de Souza acompanhou Cândido Ribeiro e garantiu a vitória por 2 a 1 a favor da legalidade das provas da operação Monte Carlo. O desembargador Tourinho Neto foi voto vencido.
Se o argumento da defesa de Cachoeira tivesse vencido, o bicheiro teria sido solto e várias provas coletadas durante a operação da Polícia Federal teriam sido desconsideradas.