Carlos Carone
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A influência exercida no Distrito Federal pelo contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, passou a ser investigada, em um novo e sigiloso inquérito aberto pela Polícia Civil. Ontem, visivelmente magro e abatido, Cachoeira chegou algemado para depor na audiência de instrução do caso, no Tribunal de Justiça do DF. Um dos réus no processo, Gleyb Ferreira da Cruz, confirmou ofensiva contra o GDF para obter de forma fraudulenta contrato de bilhetagem eletrônica no valor de R$ 60 milhões. Cachoeira não chegou a ser ouvido.
A apuração é um desdobramento da Operação Saint Michel. O alvo, agora, é saber se existem mais servidores públicos do GDF envolvidos com a suposta tentativa de colocar nas mãos da organização criminosa o sistema de bilhetagem eletrônica do transporte público.
As novas investigações são conduzidas pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deco), que desencadeou a operação Saint Michel, em abril deste ano. A ação resultou na prisão do então diretor da Delta Construções no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, de um ex-servidor do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) e outras seis pessoas. Atualmente, a polícia apura novas informações que ficaram de fora do inquérito relatado ao Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (NCOC) do Ministério Público do DF.