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Política & Poder

Ibaneis quer jogar escândalo da JBS no ventilador para expor Rollemberg

Arquivo Geral

31/08/2018 21h04

Myke Sena/Jornal de Brasília

Francisco Dutra
francisco.dutra@grupojbr.com

Na briga pelo Palácio do Buriti, Ibaneis Rocha (MDB) não está economizando munição contra o governador Rodrigo Rollemberg (PSB). O ex-presidente regional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrou com um requerimento no Supremo Tribunal Federal (STF) para tornar públicas eventuais ligações de Rollemberg com o escândalo da JBS, protagonizado pelos executivos da J&F e da Friboi. O processo corre em segredo de Justiça e, até agora, não há certeza se o chefe do Executivo é alvo de investigação ou não.

O requerimento tem como base um pedido feito pela deputada distrital Celina Leão (PP) ao Ministério Público Federal (MPF) sobre as investigações da JBS. O nome de Rollemberg apareceu em uma das listas dos delatores da JBS por suposta propina. Segundo a resposta dada para a parlamentar, a decisão da publicidade das informações é de competência do magistrado. A partir desse documento, Ibaneis buscou o STF.

 

Não há prazo para a resposta. Contudo, do ponto de vista da equipe de Ibaneis existem grandes chances do sigilo das investigações cair. As informações costumam ficar em segredo apenas quando podem comprometer o desenvolvimento das investigações ou ferir a intimidade dos envolvidos. Para a construção do requerimento, Ibaneis também cita a Lei de Acesso à Informação.

“Desse modo, se em tal investigação feita pela Procuradoria-Geral da República contra o Governador do Distrito Federal, Rodrigo Sobral Rollemberg, houver dados de ordem pública, por maior razão haverão eles de ser divulgados”, escreve Ibaneis no requerimento.

Confira o requerimento de quebra de sigilo na íntegra:

https://drive.google.com/open?id=1Zu1LUF1oiHZ7sl5NcYV2EA_UgLxJ48ZI

O outro lado

Em nota, o governador Rodrigo Rollemberg afirmou que não é alvo de investigação e classificou como “completamente descabida e oportunista a ação protocolada pelo candidato”.

Confira a nota na íntegra:

“É completamente descabida e oportunista a ação protocolada pelo candidato. Não há nenhuma investigação em curso no Superior Tribunal de Justiça, no Supremo Tribunal Federal ou na Procuradoria Geral da República, conforme comprovam as certidões apresentadas no registro de candidatura.

O que mais impressiona é que essa manobra seja usada por um advogado, que, ao invés de honrar a classe, utiliza-se da Justiça exclusivamente para criar fato político falso.”

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