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Política & Poder

Gurgel pede condenação de 36 réus e prisões ao final do julgamento

Arquivo Geral

03/08/2012 20h51

Após quase cinco horas de argumentação, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou nesta sexta-feira (3) que o caso conhecido como esquema do mensalão “maculou a República” e pediu a condenação de 36 dos 38 réus do processo.

 

Procurador-geral falou por quase 5 horas para acusar envolvidos no caso. Nada acontecia sem autorização de José Dirceu, afirmou Roberto Gurgel.

 

O procurador-geral da República afirmou também que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu foi o mentor do esquema e o publicitário Marcos Valério foi o “principal operador” do esquema do mensalão. Segundo Gurgel, Valério era “homem da mais absoluta confiança” do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. 

 

O chefe do Ministério Público disse que o publicitário se tornou, a partir da aproximação com José Dirceu, “interlocutor privilegiado” do núcleo político do grupo. Ele citou como exemplo da influência de Valério o fato de um representante do Banco Opportunitty, que dizia ter problemas para resolver questões dentro do governo, ter se valido do publicitário para conseguir conversar com pessoas ligadas ao governo. Em outro depoimento mencionado por Gurgel, o ex-deputado José Borba (PMDB-PR) disse ter procurado o publicitário para tentar obter nomeações no governo Lula.

 

O procurador-geral disse ainda que Cristiano Paz, Ramon Hollerbach e Rogério Tolentino, sócios das empresas de Marcos Valério, também integravam o esquema criminoso, avalizando os empréstimos fictícios tomados. “Convenhamos, fossem lícitos (os empréstimos) como apregoam os acusados, lícitas essas operações, por que fizeram ao largo do nosso sistema bancário?”, questionou.

 

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