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Política & Poder

Guerra interna no PT por cargos no Congresso

Arquivo Geral

19/12/2012 8h51

Rudolfo Lago

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Faltaram vagas e sobraram candidatos. As primeiras indicações do PT para os cargos de líderes e das Mesas da Câmara e no Senado foram definidas em conflituosas reuniões de bancada. Na Câmara, a definição sobre quem será o próximo primeiro vice-presidente foi definida no voto entre os deputados do PT. No Senado, a distribuição dos cargos deixou gente de fora e ressentimentos.

 

Embora o PT tenha a maior bancada de deputados, um acordo feito quando da eleição do atual presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), definiu que ele seria substituído por alguém do PMDB. Assim, caberá ao PT em 2013 a primeira vice-presidência. Disputaram o cargo André Vargas (PT-RS) e Paulo Teixeira (PT-SP). Por 48 votos contra 37, Vargas ganhou.

 

Atual líder do PT, Paulo Teixeira será substituído pelo deputado José Nobre Guimarães (CE). Irmão do deputado José Genoino (PT-SP), condenado no processo do mensalão, Guimarães começou a ficar conhecido quando deputado estadual. Em 2005, um assessor de Guimarães foi preso carregando US$ 100 mil dentro da cueca. 

 

O PT ainda espera a definição de outros cargos na Mesa Diretora para tentar contemplar outros deputados. Derrotado na disputa com André Vargas, Teixeira pode vir a ocupar a liderança do governo na Câmara, em substituição a Arlindo Chinaglia. Também tentará compensar com alguma função o deputado Odair Cunha, relator na CPI do Cachoeira.

 

No Senado, a briga pelos cargos ocorreu numa reunião da bancada na noite de segunda-feira. Lá, também caberá ao PMDB a presidência da Casa e ao PT a primeira vice-presidência. Na reunião, ficou definido que  o cargo irá para  o senador Jorge Viana (PT-AC). Pela segunda vez, José Pimentel foi derrotado na sua pretensão de ocupar a vaga (já havia perdido para a atual ministra do Turismo, Marta Suplicy). Prevaleceu o entendimento de que Pimentel já tinha um cargo – é líder do governo no Congresso. O problema é que permanecer nesse posto não depende nem dele nem do PT, mas da presidente Dilma Rousseff.

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