Francisco Dutra
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A Câmara Legislativa prepara uma reestruturação de seu quadro de pessoal. Existem indícios de carência de mão de obra em algumas áreas, a exemplo da informática, processo legislativo e comunicação. Reclamações de setores sobrecarregados e de outros subutilizados também são comuns pelos corredores legislativos. Nesse sentido, um grupo de trabalho foi montado para mapear todas as áreas da Casa para definir o cenário real dos trabalhadores e serviços.
A Câmara tem cerca de 1,7 mil servidores. Deste total, aproximadamente 750 são servidores concursados, enquanto o restante é composto por comissionados, e todos entrarão no estudo.
O grupo de trabalho foi constituído a partir de portaria publicada no Diário da Câmara Legislativa. Segundo a primeira secretária, deputada distrital Eliana Pedrosa (PSD), trata-se de uma questão de planejamento antes de ações para reestruturar o quadro ou realização de concurso público. “Você não pode fazer as coisas sem planejar. É preciso saber onde está sobrando gente e onde está faltando”, afirmou.
Perfis analisados
O secretário-geral da Presidência da Casa, Joan Goes Martins Filho, lembrou que o projeto estava previsto no planejamento estratégico da Câmara. Segundo o secretário, o estudo também irá analisar os perfis de cada servidor para identificar talentos e potenciais.
O estudo não vai se limitar à Câmara, e irá buscar informações sobre os servidores cedidos para outros órgãos no Legislativo, Executivo e Judiciário. Conforme os desdobramentos, estes trabalhadores poderão ser requisitados de volta para o quadro da Câmara. Em 90 dias, o grupo de pesquisa deverá apresentar o diagnóstico para a Mesa Diretora. A partir de então, os parlamentares dirigentes da Casa deverão deliberar sobre quais serão as medidas adotadas para equilibrar o quadro.
Distritais aprovam o mapeamento
A líder de governo na Câmara, deputada distrital Arlete Sampaio (PT), aprova o estudo engatilhado pela Mesa Diretora. “É uma iniciativa muito importante, porque tem o objetivo de fortalecer o quadro de profissionais da Casa”, comentou. Do ponto de vista da parlamentar, a definição clara das necessidades antes da tomada de qualquer atitude é um ato responsável.
A partir da rotina de trabalho, Arlete considera que a pesquisa irá identificar carência de pessoal no setor de consultoria legislativa. “Creio que é um setor com pouco pessoal. E são funcionários necessários, porque nos ajudam na produção dos pareceres”, opinou.
O presidente em exercício, deputado Agaciel Maia (PTC), declarou que existem certas áreas da Casa que não são mais necessárias para o funcionamento do Legislativo. A partir do mapeamento, o parlamentar prevê que estes setores poderão ser fechados e seus funcionários, remanejados.
“Toda a organização moderna faz este tipo de estudo e sempre está procurando meios para ser mais produtiva”, contou. Mesmo sem os números finais do estudo em mãos, Agaciel espera que a Mesa Diretora encontre soluções econômicas para a Casa, para que o processo não culmine em um encarecimento da máquina.