Menu
Política & Poder

Eleições 2018: Novatos sonham com o Buriti

Arquivo Geral

15/03/2018 7h00

Manoel Lira

Francisco Dutra
francisco.dutra@grupojbr.com

Em mais uma eleição marcada por pré-candidatos conhecidos pelo eleitorado e abençoados por grandes estruturas partidárias, três nomes novos na política entram no tabuleiro pelo Governo do Distrito Federal (GDF). Pela primeira vez, estarão presentes nas urnas os nomes do general conservador liberal Paulo Chagas (PRP), a professora de esquerda Maria de Fátima (PSol) e o empresário de centro-direita Alexandre Guerra (Novo).

Apesar das posturas ideológicas distintas, o trio bate na tecla da defesa de uma nova política, livre das práticas de loteamento de cargos e troca de favores, enraizadas nos Três Poderes. Pelo menos no discurso, prometem eventuais governos sem o “tomá lá dá cá”, nos quais alianças serão seladas por programas de governo e ideais.

Neste sentido, por coerência, estes políticos de primeira viagem não planejam correr pelo Palácio do Buriti em grandes coligações, compostas por personagens divergentes, seladas pela política tradicional para ampliar o tempo de televisão no embate eleitoral. Querem composições com foco programático e ficha limpa.

Por outro lado, apostam nas redes sociais para alcançar a população. Paralelamente, também não descartarão as campanhas de rua e reuniões com lideranças comunitárias e de segmentos sociais. Além disso, a alta rejeição e indignação popular com a política, brasiliense e nacional, pode catapultar as candidaturas dos novatos, caso consigam convergir a indignação popular nas urnas.

Neste cenário, os novatos vivem uma versão moderna do conto de “Davi contra Golias”. Lutam contra um sistema monumental, mas podem nocauteá-lo com tiro certeiro.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado