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Política & Poder

Eleições 2018: Fusão de oposições fica difícil no DF

Arquivo Geral

25/07/2018 7h00

Divulgação

Francisco Dutra
francisco.dutra@grupojbr.com

Nos escombros da falecida candidatura de Jofran Frejat (PR), líderes dos partidos conservadores e representantes da Aliança Alternativa avaliam a fusão dos grupos. O movimento encontra, porém, forte resistência de ambas as partes. Neste turbilhão, o candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF), Izalci Lucas (PSDB) recuperou as condições para ser cabeça de chapa da Aliança, também conhecida como Terceira Via.

A união teria como alicerces a divisão igualitária das vagas majoritárias de governador, vice-governador e as duas cadeiras no Senado Federal, inclusive as suplências. Mas o movimento não foi bem recebido pelo PPS. “Não cola aquela chapa. Isso não dá certo. A gente ponderou. Acolher um outro lá, até pode ser. Mas que proposta arrogante de dividir as candidaturas. Isso é um horror”, esbravejou o presidente regional do PPS, Francisco Andrade.

Além disso, segundo o dirigente do PPS, dentro da Aliança, o deputado federal Rogério Rosso (PSD) não teria dado sinais que teria disposição de assumir a condição de cabeça de chapa da Aliança, com isso o grupo voltou a considerar apoio para Izalci Lucas. “Provavelmente, Izalci vai voltar a ser nosso cabeça de chapa”, revelou dirigente. Neste sentido, uma linha possível, caso a fusão não siga em frente, seria a indicação do vice pelo PRB e de Rosso e o senador Cristovam Buarque (PPS) para o Senado.

“Tudo voltará como era antes”, comemorou Izalci. Projeto de candidatura para o GDF do tucano sobrevive a uma montanha-russa política. Izalci luta contra forças descontentes do PSDB e batalhou contra a insatisfação da própria aliança.

Por outro lado, o grupo remanescente ainda mantem as esperanças em uma eventual aliança, que poderia fortalecer a oposição com a formação de um grupo único. O advogado Ibaneis Rocha (MDB) mira a cadeira de governador, assim como o Deputado Federal Alberto Fraga.

A mágica de misturar óleo com a água

Apesar de saltar aos olhos pelos predicados eleitorais do conjunto de 12 partidos, o projeto de fusão enfrenta velhos e arredios desafios políticos: ego e sede. Todos os partidos nutrem o desejo por grandes fatias das candidaturas majoritárias. Ou seja, o cobertor é curto para o tamanho do desejo de cada agremiação.

Além das dúvidas em relação ao desprendimento, uma união terá desafios pontuais complexos. Por exemplo, como colocar Fraga e Cristovam Buarque no mesmo palanque? Ambos representam posições ideológicas radicalmente antagônicas. São como água e óleo.

O PPS, por outro lado, mantém um forte discurso de defesa da ética. Neste sentido, precisaria explicar a divisão da campanha com o grupo político do ex-governador José Roberto Arruda (PR), cujo governo foi implodido pelo escândalo do Mensalão do DEM.

Além disso, caso a barreira majoritária seja superada, as duas forças vão precisar de um ponto de acomodação proporcional. Afinal, a prioridade nacional de todos os partidos é a eleição de deputados federais. Quem não tiver presença na Câmara dos Deputados corre o risco real de extinção.

Saiba Mais

A reportagem do Jornal de Brasília tentou conversar com o deputado Rogério Rosso sobre a eventual desistência da candidatura pelo GDF. Mas as ligações não foram atendidas.

Pelo fato de Izalci estar estagnado nas pesquisas e sem conseguir trazer novos aliados, o grupo passou a cogitar o nome de Rosso, como alternativa majoritária.

Ibaneis Rocha entrou de cabeça na política nesta eleição. Inicialmente buscou assumir uma candidatura para o GDF. Depois chegou a ser cotado como possível vice de Frejat. Agora, mais uma vez, entra na lista por uma chance.

Fraga também sempre pensou no Buriti. Abriu mão, e mirava o Senado em favor de Frejat. Agora retomou a alça de mira para o alvo original.ara o alvo original.

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