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Eduardo Cunha diz que apoiaria Bolsonaro se estivesse no poder

“Quem elegeu Bolsonaro porque não queria a volta do PT tem a obrigação de dar a governabilidade a ele”, afirma o ex-presidente da Câmara

cunha Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, diz que, se estivesse no poder, apoiaria hoje o presidente Jair Bolsonaro. Cunha conta que todos que votaram em Bolsonaro em 2018 para evitar o PT na presidência tem “obrigação de dar a governabilidade a ele”.

“Quem elegeu Bolsonaro porque não queria a volta do PT tem a obrigação de dar a governabilidade a ele”, afirma o ex-presidente da Câmara, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo publicada nesta terça-feira (13). “Se estivesse no poder, eu o apoiaria.”

Condenado em 2016 a 15 anos e 11 meses pelos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro, Cunha cumpre a pena em prisão domiciliar por ter 62 anos e ser integrante do grupo de risco da covid-19.

O ex-presidente da Câmara prepara o lançamento do livro “Tchau, Querida”, que terá mais de 700 páginas. Nele, Cunha faz uma linha do tempo desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff até os dias atuais. Cunha faz acusações a políticos como Michel Temer, Rodrigo Maia, Baleia Rossi, entre outros.

“A decisão [se deu] na casa de Rodrigo Maia [em 10 de outubro de 2015], onde se combinou a alteração no pedido já protocolado por Hélio Bicudo [advogado], para incluir decretos orçamentários de Dilma em 2015, que caracterizavam o crime de responsabilidade. No segundo momento, eu relato a decisão de aceitar o pedido, inclusive com assinatura e guarda no cofre da secretaria-geral, em 29 de outubro, aguardando o momento que eu decidisse a sua divulgação, em 2 de dezembro”, relembra Cunha, à Folha, sobre o impeachment.

O livro será lançado no próximo sábado (17).

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