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Política & Poder

Distritais do PT e do PMDB saem à frente pelos postos das comissões na CLDF

Arquivo Geral

17/12/2012 8h25

Francisco Dutra

francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

 

Eleita a Mesa Diretora da Câmara Legislativa, foi dada a largada para as articulações pelas comissões responsáveis pela apreciação de projetos de lei e afins antes do plenário. Os nomes serão definidos oficialmente em fevereiro de 2013, mas as composições começaram e seguirão pelo recesso legislativo.     

 

Seguindo a tradição da Casa, a Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) e a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) são as mais desejadas pelos parlamentares. A novidade nas negociações será o olhar mais atento dos distritais para a Comissão de Assuntos Fundiários (CAF). Afinal, no próximo biênio o tema ganhará destaque, em vista das votações do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB), Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) e novo Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), em 2014.

 

“É natural que os blocos mais fortes escolham as primeiras vagas.  Do meu ponto de vista, as duas comissões têm que ficar com alguém apoiado pelo governo”, avisou o deputado Chico Vigilante (PT), referindo-se ao bloco do PT, com seis distritais, e o do PMDB, que também conta com um sexteto.

 

Por hora, extra-oficialmente, três deputados são citados para a Ceof: Chico Vigilante, Cláudio Abrantes (sem partido) e Olair Francisco (PTdoB). Pela CCJ, comentam-se os nomes de Chico Leite (PT), atual presidente da Comissão, e Wellington Luiz (PPL). A CAF tem mais candidatos, entre eles Rôney Nemer (PMDB), Arlete Sampaio (PT), Celina Leão (PSD) e Liliane Roriz (PSD). A  comissão ainda seria o plano  B de Abrantes e Wellington.

 

Para a Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC), uma possibilidade é a deputada Arlete. O cenário é volátil e novas peças serão postas no tabuleiro. Segundo o deputado Israel Batista (PEN), o bloco composto majoritariamente por membros do PEN deverá se reunir nesta semana para ponderar sobre quais comissões poderá pleitear. “Com certeza temos a intenção de disputar espaços”, disse.

 

Rebeldia deve trazer efeitos no executivo

A rebelião da base às vésperas da escolha de Wasny de Roure (PT) para a presidência da Câmara deverá gerar consequências a curto e médio prazos. Entre 11 e 13 distritais governistas articularam fortemente para levantar um nome para concorrer com Wasny, a indicação de Agnelo Queiroz. 

 

Mesmo  sufocada pela força palaciana, a revolta foi determinante para que a deputada de oposição Eliana Pedrosa (PSD) alcançasse uma das cadeiras na Mesa Diretora. “A discussão da Mesa levantou uma tese que sempre defendi, a de que o governo não pode confiar em uma base como esta. Ela parece mais uma geleia. Com esse episódio ficou bem claro quem está realmente com o governo e quem não está. E o governador esteve atento a tudo que ocorreu”, disse o deputado Chico Vigilante.

 

O Buriti avalia mudanças em peças do Executivo. O rearranjo seria uma adaptação aos últimos desdobramentos, a exemplo da saída do PSB da base. Agora, com o episódio da rebelião, novos pesos e medidas deverão ser postos na balança.

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